As maiores 24 empresas e grupos líderes da área de alimentos e bebidas assinaram esta manhã “compromisso público espontâneo” sobre a publicidade de seus produtos dirigida a crianças. O compromisso foi assumido diante de representantes da ABIA, Associação Brasileira da Indústria de Alimentos, e da ABA, Associação Brasileira de Anunciantes. No documento, o grupo de empresas promete não mais veicular publicidade destinada a crianças com menos de 12 anos, em qualquer meio de comunicação de massa que tenha sua audiência constituida em sua maioria por esse público. Também se compromete a não mais realizar promoçõeoes de caráter comercial nas escolas dessa faixa etária. São signatárias do documento - AmBev, Batavo, Bob’s, Burger King, Cadbury, Coca Cola Brasil, Danone, Elegê, Ferrero do Brasil, Garoto, General Mills Brasil, Grupo Bimbo, Grupo Schincariol, Kellogg’s, Kraft Foods, Mars Brasil, McDonald’s, Nestlé, Parmalat, Pepsi-Co (Alimentos e Bebidas), Perdigão, Sadia e Unilever. Recomendação: converse com seus clientes a respeito.
Arquivo mensal para 08/09
Foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, o substitutivo da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público ao Projeto de Lei no 3305/08, do deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), que estabelece novas regras para as licitações públicas para contratação de agências de publicidade. Algumas alterações foram feitas no texto original, sem alterar seu teor principal. Caso não haja recursos que obriguem sua votação no plenário da Câmara, o documento segue para análise no Senado.
O projeto de Cardozo tem amplo apoio do mercado, já que reconhece o Cenp como parâmetro para a publicidade estatal e oficializa em âmbito federal o pagamento de BV (bonificações sobre volume) dos veículos para as agências. O BV, foco de inúmeros questionamentos do Tribunal de Contas da União, é reconhecido no projeto como um direito de agências em suas relações com veículos. No artigo 18, do capítulo 4, o texto diz: “Não será considerada indevida, e nem afetará o conteúdo dos contratos firmados nos termos desta lei, a concessão voluntária por veículos de divulgação, e a sua aceitação pela agência de publicidade e propaganda, de planos de incentivo vinculados às relações comerciais existentes entre ambas”.(MM)
Aconteceu nesta quinta-feira (21), a última discussão antes da redação final do texto da regulamentação elaborada pela Anvisa para a publicidade de alimentos e bebidas com quantidades elevadas de açúcar, gordura saturada, gordura trans e sódio.Uma audiência pública realizada em Brasília reuniu setores interessados em opinar sobre a proposta e reacendeu a polêmica entre a agência, o mercado publicitário e a indústria alimentícia.
Segundo Fernando Brettas, presidente do Sinapro/DF, que esteve presente no evento, a regulamentação da Anvisa vai inviabilizar o exercício da publicidade neste segmento. “Desde 2006, quando aconteceu a primeira consulta pública sobre o assunto, não houve negociação. A Anvisa não quer negociação nem adesão. Eles querem legislar sobre propaganda sem ter poder para isso. O viés da discussão é político-ideológico, não técnico”, disse Brettas. Sobre esta afirmação, Maria José Delgado, gerente de monitoramento e fiscalização da propaganda da Anvisa, é bem enfática: “Quem elabora leis é o Congresso, mas a Anvisa tem sim poder para criar regulamentos. Essa competência está prevista e resguardada em lei”.
Maria José também falou que a Anvisa sempre esteve disposta a ouvir todas os setores interessados em contribuir para a elaboração do texto final. “O que eu não posso é ouvir quem não quer a regulamentação. O mercado publicitário não quer que o segmento seja regulado. Nunca discutimos a possibilidade de haver ou não a regulamentação. Estamos discutindo o texto. No texto eles [o mercado publicitário] não querem dar contribuição. São estritamente contrários à proposta”, enfatizou.
Segundo Edmundo Klotz, presidente da Abia (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação), o que aconteceu na última quinta-feira não foi uma consulta pública. “Foi apenas uma leitura do que já havia sido decidido pela Anvisa e seus colaboradores. E já que as regras dizem que essa foi a última reunião antes da elaboração das regras finais, deixamos bem claro que se o texto for contrário ao que consideramos justo vamos procurar outros fóruns para discutir a questão”, enfatizou Klotz. Caso o texto final não seja alterado, a publicidade em TV dos alimentos com baixo teor nutricional deve ficar restrita ao período das 21h às 6h. As ações em mídia impressa deverão conter frases do tipo: “Este alimento possui elevada quantidade de gordura saturada. O consumo excessivo de gordura saturada aumenta o risco de desenvolver diabetes e doenças do coração”. (PropMarf )
por Chico Alves, do MakingOf (Republicação autorizada)
Ao divulgar o montante de investimentos em veiculação publicitária ocorridos em Santa Catarina no ano de 2008, o trade da comunicação no estado apresenta ao mercado além de sua força e pujança, seu compromisso social. A pesquisa do Instituto Mapa – parceria com a Acaert, Sinapro/SC, Abap/SC, ADI, Adjori e Sindejor –, traz entre os números e índices, indicadores sociais importantíssimos. Os R$ 816,4 milhões de investimentos aportados nas 211 empresas consultadas geram importantes 7.828 empregos diretos, não contabilizados fornecedores, prestadores de serviços e outros postos de trabalhos provocados em toda a cadeia. Para ilustrar, teríamos ainda, gráficas, produtoras de vídeo e de áudio, bureaus, fotógrafos etc. Leia mais…
(Cobertura do Acontecendo Aqui)
O montante da veiculação publicitária no estado de Santa Catarina em 2008 foi de R$ 816,4 milhões, o que representa um aumento de 12,3% em relação ao ano anterior. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 20/08, pelo Instituto Mapa, que realizou a pesquisa em parceria com as entidades dos veículos de comunicação e de propaganda.
De acordo com o levantamento, não houve oscilações significantes na participação de cada meio de comunicação. A televisão representa 52,1%, rádio 21,2%, jornal 20,2% e mídia exterior 5,6%. A novidade desta quinta edição da pesquisa é o crescimento das revistas e TV por assinatura.Responderam ao estudo do Mapa 211 empresas de comunicação que representam 79% do faturamento estimado do mercado catarinense. O levantamento foi realizado entre abril e julho de 2009. Dois indicadores mostram que, mesmo com as turbulências causadas pela crise global na economia, o segmento ampliou em 10% o número de empregos e 72% dos entrevistados disseram que aumentarão o faturamento em 2009.
A pesquisa revela ainda que 88% do investimento publicitário no mercado catarinense foi feito pela iniciativa privada. Segundo a presidente da ACAERT, Marise Westphal Hartke, os dados servem para balizar os investimentos em mídia. “O levantamento é fundamental para se fazer um diagnóstico da área de comunicação em Santa Catarina”, afirmou. “Um dado que nos chama atenção é a participação do meio Rádio, que tem mais de 20% da fatia do bolo publicitário, ao contrário das pesquisas nacionais que mostram um índice menor”.
Entidades participantes do Trade da comunicação
- ABAP/SC – Associação Brasileira de Agência de Propaganda
- ACAERT – Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão
- ADI/SC – Associação dos Diários do Interior
- Adjori – Associação dos Jornais do Interior
- Sinapro/SC – Sindicato das Agências de Propaganda
- Sindejor/SC – Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas
Clique para ver os gráficos e ouvir entrevistas com Daniel Araújo (Sinapro/SC) e José Nazareno Vieira (Instituto maoa)
Em defesa da autorregulamentação
A defesa da autorregulamentação voltou a dominar o debate na última assembléia da Abap realizada nesta sexta-feira, 14, em São Paulo. A lei sancionada pelo presidente Lula que passa a exigir mensagens educativas de trânsito em campanhas do setor automobilístico, a exemplo do que ocorre hoje com o setor de bebidas alcóolicas e medicamentos, vai mobilizar os conselheiros da entidade no sentido de buscar uma forma para que aplicação da lei não se torne, na prática, mais uma forma de cerceamento da liberdade de expressão comercial. Leia mais…
As principais entidades representativas da mídia anunciaram o seu desligamento da organização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). Agora, o encontro será composto majoritariamente pelo governo e por organizações de trabalhadores e ONGs da área. As entidades das empresas consideraram que poderiam ficar sem poder para derrotar teses que consideraram restritivas à liberdade de expressão e de livre associação empresarial. Um dos temas centrais é o chamado “controle público dos meios de comunicação”. A ideia tem na sua origem a defesa de algum organismo que regule a mídia. Deixaram a Confecom a ANJ (Associação Nacional de Jornais), Abert (Associação Brasileira de Rádio e Televisão), Aner (Associação Nacional dos Editores de Revistas), Adjori (Associação dos Jornais do Interior), Abranet (Associação Brasileira dos Provedores de Acesso, Serviços e Informações da Rede Internet) e Abta (Associação Brasileira de TV por Assinatura). As entidades da publicidade (Fenapro, Abap, Aba e outras) nem chegaram a se inscrever.
A Anvisa suspendeu temporariamente a propaganda de medicamentos contra a gripe em razão da elevação dos casos da gripe suína. A resolução no Diário Oficial de hoje (14), como medida de interesse sanitário e em caráter temporário, suspende em todo o território nacional a propagandas veiculada em todos os meios de comunicação, inclusive na internet, de produtos à base de ácido acetilsalicílico. O texto prevê também a interrupção de comerciais de outros medicamentos de venda isenta de prescrição médica com propriedades analgésicas e antitérmicas e ainda dos destinados ao alívio dos sintomas da gripe, tais como aqueles à base de paracetamol, dipirona sódica, ibuprofeno e ssociações.De acordo com a resolução, a suspensão é necessária porque esses medicamentos são capazes de mascarar uma situação de risco, no caso da influenza A (H1N1) - gripe suína. Fica suspensa ainda o uso de outras técnicas de comunicação, em especial a presença de pessoas em estabelecimentos de comércio varejista de produtos farmacêuticos que promovam tais medicamentos e estimulem a aquisição e o uso dos produtos.
Sobre o tema , leia editoriall do jornal Diário Catarinense: Leia mais…
Como uma pequena agência pode durar
Marc Browstein*
Nossa agência teve um evento na semana passada voltado para a equipe, clientes e amigos da comunidade. A razão: celebrar o 45º aniversário da empresa. Em um ano como este, estamos felizes e celebramos como um marco. E fiz uma pausa em minha agenda frenética para considerar sobre o porquê de termos chegado aqui, a partir de quando meu pai, Berny, abriu a empresa em 1964 em uma sala alugada em um escritório de advocacia. Qualquer dono de pequena agência sabe que não há caminho fácil para sobreviver ao tempo. Os melhores planos podem ser derrotados diante de mudanças significativas, como a saída de um executivo sênior, a perda de um grande cliente, problemas de fluxo de caixa, falta de foco estratégico, etc.
Há muitos altos e baixos quando se leva uma agência ao longo de décadas. Abaixo, algumas coisas que acreditamos serem as maiores responsáveis pelo nosso sucesso: Leia mais…
No próximo dia 20 será apresentada ao mercado publicitário catarinense a pesquisa Mercado da Veiculação Publicitária 2009. Será em café da manhã, às 8:30 h no Hotel Blue Tree, em Florianópolis. A pesquisa é realizada pelo Instituto Mapa em parceria com a Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACAERT), Sindicato das Agências de Propaganda (SINAPRO/SC), Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP/SC), Associação dos Diários do Interior (ADI), Associação dos Jornais do Interior (ADJORI) e Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas de SC (SINDEJOR). A pesquisa é referente ao ano de 2008. Leia mais…
Nesta sexta-feira (14), por iniciativa da Abap, haverá umna reunião nacional em São Paulo para discutir as restrições à liberdade de comunicação comercial. No Congresso tramitam 224 processos relacionados à publicidade, a maioria deles pedindo intervenção nos conteúdos de campanhas. A decisão do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) de exigir frases, similares às de cigarro e cervejas, para ações publicitárias de automóveis, está entre os assuntos, assim como publicidade infantil, medicamentos, e a análise do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre o acórdão 2062 que está sendo julgado pelo ministro Benjami Zymler, que pediu vistas à decisão de Marcus Vinícios Vilaça.
As portarias da Anvisa sobre medicamentos, cassada pela advocacia Geral da União, que entendeu que só o Congresso Nacional pode fazer legislação no País, e a publicidade de alimentos, sobre a qual a agência reguladora pretende lançar regras, provavelmente na próxima semana, também serão debatidas. Também está na pauta o projeto de lei 3305 de 2008, do deputado José Eduardo Cardozo (PT/SP), que propõe licitações específicas para a publicidade e reconhece as BVs (Bonificações de Volume), em fase de análise na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.
O IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau) vai entregar ao Cenp um documento com sugestões para que as agências interativas sejam mais bem contempladas pelas regras da entidade que regulamenta as relações comerciais do mercado brasileiro. O atual texto do Cenp é considerado superficial no que se refere às mídias digitais. Mesmo com a flexibilização das regras e o esforço do Cenp para atrair agências especializadas nos últimos anos, o número atual de interativas certificadas é considerado irrisório pelo IAB.
Outro caso mal resolvido entre o Cenp e a mídia interativa diz respeito ao Google, que tem por política internacional o não pagamento de comissões às agências. Aparentemente conformadas com a posição irredutível do Google, as agências filiadas ao IAB tentam diminuir o assédio direto aos clientes - prática intensificada pelo site de buscas nos últimos tempos. No mês passado, o IAB realizou reunião com diretores do Google, também filiado à entidade, que se comprometeram a fazer esforços regulares para que a prospecção de anunciantes aconteça em conjunto com as agências. (MM)

O presidente do Sinapro/SC, Daniel Araújo, foi entrevistado pelo portal Acontecendo Aqui sobre o I Fórum Mercados Brasileiros. Além de explicar as razões do adiamento, fala sobre a manutenção do evento em Florianópolis ainda em 2009 e a importância dos temas que serão debatidos. No próximo dia 25, Araújo participará de reunião com a ABA e a Fenapro para discussão da nova data.
São várias as maneiras de fazer um péssimo atendimento e perder clientes, sem que, para isso, você necessite fazer muito esforço. Vamos relacionar aqui os 20 principais erros estratégicos:
1. Procure enxergar no cliente apenas um job, ou uma fonte de faturamento para a agência, nunca um parceiro de negócios.
2. Não se antecipe às necessidades do cliente, espere que ele ligue solicitando o atendimento. O interesse é dele.
3. Critique sempre as opiniões e posturas do cliente, subestimando a sua inteligência. Publicitários são os donos da verdade.
4. Reclame e recuse a primeira alteração no planejamento ou nas peças criadas, pois o cliente nunca sabe exatamente o que quer.
5. Demonstre claramente que a agência é mais importante do que o anunciante. Tem muito cliente à disposição no mercado. E só escolher!
6. Peça o briefing por telefone, de preferência com a ideia dos anúncios formatada; evite muito trabalho para a agência. Na maioria das vezes não compensa.
7. Mostre para o cliente que ele é menos importante do que os outros, pois tem dado mais trabalho do que resultado (faturamento, premiações).
8. Deixe que o cliente faça a mídia; assim a sua culpa fica menor nos fracassos.
9. Marque visitas em horários impróprios e, de preferência, atrase.
10. Nunca aceite sugestões, reclamações ou imposições do cliente. Você não depende dele para viver.
11. Satirize as decisões do cliente, principalmente para o pessoal da criação e da mídia.
12. Demonstre dificuldade em negociar custos, pois a agência não pode perder dinheiro.
13. Perca o contato com os clientes inativos. Tirar dinheiro deles já é praticamente impossível.
14. Nunca proponha novas ideias aos clientes antigos; afinal, não há motivo para tanto esforço.
15. Passe o briefing para a criação e esqueça. Quando a campanha estiver pronta, eles avisam.
16. Leve a campanha para o cliente sem saber exatamente quais são as propostas. Lá, na hora, você se vira, enrola…
17. Atue sem observar a ética profissional, pois muita gente trabalha desta forma.
18. Procure se envolver em politicagens e negociatas. Se você não ganha, outros vão ganhar.
19. Culpe a criação e a mídia pelos fracassos e perda de clientes. A culpa é sempre deles.
20. Posicione-se como a pessoa mais importante da agência, pois sem você não haveria cliente e, muito menos, faturamento. Dê as cartas.
Esta lista com 20 Erros do Atendimento está no livro “O Executivo de Contas Publicitárias“, do professor Admir Borges, da Fumec, Belo Horizonte.







