Arquivo mensal para 02/10

Faturamento da mídia brasileira cresce 2%

24/02/10

O faturamento da mídia brasileira cresceu apenas 2,07% entre janeiro e novembro de 2009, em relação a igual período do ano passado (sem descontar a inflação), totalizando R$ 19,8 bilhões. O resultado foi apurado pelo Projeto Inter-Meios, que contabiliza o faturamento dos veículos de comunicação. A maior fatia continua, de longe, a da TV aberta, que fica com 60,7% da verba aplicada pelos anunciantes em compra de mídia. No período, o meio arrecadou R$ 12 bilhões, 5,7% a mais que no ano anterior. O maior índice de crescimento, mais uma vez, vem da internet: 23,3%, com faturamento de R$ 827 milhões. O share da web no bolo publicitário já chega a 4,2%, maior que o da TV por assinatura (3,7%) e bem próximo do rádio (4,5%). Este último manteve o bom desempenho dos meses anteriores, crescendo 8,6% em faturamento, o que representa uma verba de R$ 884,2 milhões. Já a TV paga cresceu apenas 0,5%, com R$ 726,4 milhões.

A maré não foi boa para jornais, revistas, guias e listas e cinema, que viram seus faturamentos encolherem entre janeiro e novembro. A maior queda, da ordem de 21%, foi no segmento de guias e listas (R$ 333 milhões), seguido de cinema, com 10,4% (R$ 71,6 milhões); jornais, com 9,5% (R$ 2,8 bilhões); e revistas, com 8,5% (R$ 1,5 bilhão).Já a mídia exterior se saiu bem, tendo faturado R$ 589 milhões nos 11 meses computados, quantia 11,7% superior a 2008. O meio tem 3% dos investimentos publicitários. Entre as diversas categorias que o compõem, destaque para o digital out of home, que cresceu 48% (chegando a R$ 81 milhões). Outdoor cresceu 9,2% (R$ 329 milhões); mídia móvel, 8,9% (R$ 24, 2 milhões); e mobiliário urbano, 5,4% (R$ 121,1 milhões). Na contramão, os painéis tiveram queda de 1,4% (R$ 34 milhões). (Relatórios | M&M)

Crise política paralisa publicidade oficial do DF

20/02/10

A comunicação institucional do governo do Distrito Federal está paralisada desde que foi decretada e executada a prisão do governador José Roberto Arruda e seu secretário de comunicação pouco antes do início do carnaval. O programa semanal de prestação de contas do governo, GDFTV, principal ação dentre os R$ 80 milhões anuais da verba oficial de publicidade, foi ao ar pela última vez no dia 6 de fevereiro. Deixou de ser exibido desde o sábado de carnaval. As agências que atendem ao governo local são a Agnelo Pacheco, AV Comunicação e Agência Nacional e têm contrato até fevereiro de 2011.

Apesar da nomeação de um novo secretário de comunicação, as agências aguardam pela definição do governador que irá concluir o mandato de Arruda, já que sua renúncia ou cassação por impeachment são dados como algo certo. De qualquer forma, independentemente de quem assumir o governo do DF, as campanhas institucionais não deverão voltar a pauta até o final do ano ficando restritas às ações de utilidade pública como prevenção à dengue e Aids, entre outras. O temor é que o clima provocado pela crise política atinja em cheio as comemorações pelos 50 anos de Brasília, em 21 de abril, com fuga de patrocinadores e artistas com receio em associarem suas imagens ao mau momento vivido pela capital. (MM)

Y&R mantém liderança com faturamento de 326,7 milhões

18/02/10

O Ibope divulgou o ranking de agências de janeiro de 2010. O volume de autorizações de mídia no mês foi de aproximadamente R$ 4,7 bilhões. O valor contempla o faturamento bruto de apenas 48 agências de publicidade, sem os descontos e outros formatos de negociação praticados pelos veículos de comunicação. No primeiro mês de 2010, o volume total deve ultrapassar os R$ 6 bilhões. A liderança permanece com a Y&R. A agência contabilizou no período cerca de R$ 326,7 milhões. A segunda colocação é ocupada pela Euro RSCG Brasil com R$ 143,8 milhões, resultado do flight da campanha “Cervejão” para a marca Nova Schin, conquistada no último trimestre de 2009. A DM9DDB chega em 3º com R$ 126,8 milhões, a Borghierh/Lowe em 4º com R$ 115,7 milhões, AlmapBBDO, em 5º, com R$ 111,8 milhões, JWT, em 6º, com R$ 11,2 milhões, Africa, em 7º, com R$ 107,2 milhões, Neogama/BBH, em 8º, com R$ 100,5 milhões, Ogilvy & Mather, em 9º, com R$ 97,7 milhões, e Z+, em 10º, com R$ 87 milhões.

Sobrevivência

16/02/10

“Se os empresários quiserem que suas empresas estejam vivas daqui a dez anos, vão precisar de agências competentes. Porque, qualquer que seja o cenário, as lutas pela predominância no mercado vão ser travadas nas áreas de tecnologia e comunicação.” (Julio Ribeiro)

Agencias belgas em greve por causa das concorrências

11/02/10

As maiores agências na Bélgica fecharam seus sites. É que estão em greve, contra o atual modelo de concorrência no país. Havia um acordo assinado nos anos 90 pelos que estabelecia que não mais de 3 agências deveriam ser convidadas para os ‘pitchs’ (apresentações em concorrências), atualmente entram até 10 participantes.Essas concorrências chegam a custar 80 mil euros por agência, e quanto mais agências entram no mesmo pitch, menor é a probabilidade de retorno porque os anunciantes não pagam esse investimento. Além da própria greve, outro fato novo são os sites interconectados para a publicação de uma carta de esclarecimento.(AdWeek)

Sinapro/PR suspende pregão para publicidade

10/02/10

A 4ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba concedeu na segunda-feira 8 liminar, atendendo ao Sindicato das Agências de Propaganda do Paraná (Sinapro/PR), suspendendo processo licitatório do governo, com orçamento de R$ 4 milhões, para contratar agência de publicidade. A entidade entrou com mandado de segurança questionando a forma escolhida para seleção da empresa: pregão presencial. O pregão prevê a contratação de agência para intermediar a veiculação e divulgação de materiais publicitários do governo estadual. O Sinapro já acionou a Justiça quatro vezes desde maio de 2009 contra o modelo do pregão, alegando que a Lei de Licitações determina a seleção de agências (um serviço especializado) por concorrência, segundo a melhor técnica e preço.

O advogado da entidade questionou também o valor publicado no edital, alegando que a dotação orçamentária para a publicidade é de R$ 1,5 milhão. O edital informa que a diferença poderá ser suplementada, se houver recursos indicados “por ato do governador”. A Fenapro distribuiu comunicado em que divulga que apóia a decisão da Justiça. “A Fenapro e os Sinapros têm lutado contra esta forma de contratação/licitação, que não leva em consideração os aspectos de criatividade e técnica, e apenas preço”, declarou Saint’Clair de Vasconcelos, vice-presidente da Fenapro e presidente do Sindicato das Agências de Propaganda de São Paulo.Vasconcelos acrescentou que o governador do Paraná Roberto Requião não fez licitação para agências em seu mandato e realizou inúmeras tentativas de comprar publicidade por pregão ou outras formas, como a negociação direta com os veículos.

Agências catarinenses acreditam em bom ano para o setor

3/02/10

Empresários do estado acreditam num período de altos investimentos em marketing, estimulados pela volta de crescimento econômico e pelas eleições. A previsão da Associação Brasileira de Agências de Publicidade, a ABAP é que o mercado publicitário brasileiro cresça 12% em 2010. Em 2009, o crescimento foi de 7%. Segundo um levantamento do Instituto Mapa, o mercado publicitário catarinense já faz girar mais de 800 milhões de reais por ano, e a tendência é aumentar ainda mais. Por isso o otimismo é grande nas agências do estado. “Para o mercado as previsões são excelentes, pois será um ano de volta de crescimento econômico, de copa do mundo, de publicidade eleitoral, que atraem um volume muito grande de investimentos”, disse Rosa Estrella, diretora executiva da agência Fórmula.

Daniel Carlos Andrade de Araújo, presidente da D. Araújo e do Sindicato das Agências de Propaganda do Estado de Santa Catarina, também entende que 2010 será um bom ano para as agências do estado. “Santa Catarina deve crescer mais que o resto do país. Em 2009, a crise econômica mundial fez com que o mercado se fechasse para várias empresas exportadoras do nosso estado. Consequentemente elas começaram a investir mais no mercado estadual. Como a concentração de vendas destas empresas estava direcionada para a exportação, elas tiveram que rever suas estratégias de marketing, passando a priorizar então, o mercado interno. Assim surgiram novos anunciantes catarinenses”, concluiu Daniel. Por esse motivo, Daniel que será possível um crescimento de até 20% no investimento em publicidade do estado.

“As empresas catarinenses estão expandindo seus investimentos em marketing e queremos entrar nessa onda”, constatou Pedro Cherem, diretor de atendimento da Mercado Propaganda e Marketing, que prevê um crescimento nos investimentos em publicidade e propaganda por parte do setor industrial. A possibilidade de novas contratações também deve alegrar os publicitários catarinenses. Com uma maior movimentação de recursos, novas vagas poderão ser abertas nas agências, além de investimentos em novas tecnologias, o que torna o mercado cada vez maior e mais forte. (Rafael Hertel/MakingOf)

Dia do Publicitário

1/02/10