Diretor Regional: Kiko Silva
kiko@tzqg.com.br
Travessa Carreirão, 78 - 1º andar - Centro
88015-540 - Florianópolis
55 48 3225 8974

Era do Nexo e a Filosofia Longuiana

Para explicar a palestra incisiva do Walter Longo é preciso recorrer à  neurociência, história e a filosofia. Tudo sempre foi divido em eras, as últimas a moderna e a contemporânea. De verdade em verdade ainda vivemos a era contemporânea, mas ouso desafiar os historiadores e outros estudiosos e afirmar que ingressamos na era digital, o que era futuro passou a ser futuro no presente, agora, já, uma hora atrás. Fatores definitivos estão em nossas mãos: o computador, o telefone, o transporte rápido (já escrevi isso em outro texto), a comunicação instantânea e as redes sociais estabelecem uma nova forma de viver. Ou seja, estamos num outro tempo. Ainda caótico, mas num outro tempo onde as possibilidades e oportunidades (insisto) são inúmeras, principalmente para um mercado menor e muito mais ágil como o nosso. Lembram do Davi que virou Golias, pois é? Ou será a Era do Nexo?

Para os profissionais, que sempre pensaram que estavam à frente do tempo, o Walter Longo estabeleceu novos eixos de relação com a realidade. Quem diria que aquela expressão: “sem nexo” muda seu sentido. Concordo com ele, que não é a tecnologia que está chegando a níveis inimagináveis. É o ser humano, que busca novas experiências. Quem não se lembra das aulas de história e a navegação do final do século XV e início do século XVI do Infante D. Henrique, Colombo, Fernão de Magalhães, Vasco da Gama, o nosso Cabral, todos eles foram além, ousados e rebeldes, pois tentaram e alcançaram o novo.

Não sei se todos tiveram a oportunidade de estudar filosofia, que entre suas diversas tramas, tem na lógica uma das mais atraentes e apaixonantes. Quando se fala em inteligência e exteligência, o filósofo nexiano Walter Longo, aborda a nossa intuição e a inteligência matérias da pura lógica agora com uma atualíssima e realística abordagem.

Inverter a ordem estabelecida com os cinco nãos é mais uma insensata e deliciosa provocação. Motivar as pessoas a criarem problemas. Estimular os filhos a entenderem que o sistema escolar deve ser questionado. O questionamento contundente aos MBAs. Ampliar a compreensão geral que os especialistas terão seu lugar, mas que o nosso mundo e outros (você já parou para pensar nisso) serão dos generalistas. Tudo isso não lembra um antigo título chamado “Admirável Mundo Novo”?

Parei para pensar em tudo que fazemos. Pare também um instante. Fazemos mídia ou paisagem? Nossas decisões são racionais ou emocionais? São controladas ou automáticas? Sabemos que nossas agências estão vivendo de transição e passando a entender que propaganda tradicional é condição essencial, porém não é suficiente, para um esforço de comunicação eficiente. Seremos todos gestores de marcas? Os clientes não querem fazer propaganda. Eles querem vender, ter resultados.

Todas as pessoas que estiveram presentes assistiram uma palestra surpreendente em todas as abordagens e exemplos. Não, não é isso. Nós vivemos uma experiência com o novo e alguns já se engajaram. Fiquei feliz de rever um amigo, recordar o passado e projetar o presente e receber dele um abraço cheio de nexo.

Kiko Silva
CEO TZQG - MIT

O futuro vai ser regional, ou seja, o Davi vai ficar maior que o Golias.

Amigos, o Fórum Mercados Brasil: que deveria ter sido aqui discutiu, na última quinta feira, 28 de outubro, em São Paulo, mercados regionais e a ascensão das classes C e D.

Vamos lá, podemos começar a esfregar as mãos e projetar um futuro  bem próximo muito mais descentralizado. Grandes e médios anunciantes, cadeias de supermercados, o governo federal, os institutos de pesquisa como o Nielsen e o Ibope, os veículos de comunicação, as grandes agências, os sindicatos e as associações estão, todos, sem nenhuma exceção planejando e alguns já trabalhando sob as bênçãos de ações regionais em suas estratégias globais. Esse foi o tema da palestra do mestre Julio Ribeiro, meu ídolo de sempre, que prognosticou, com a serenidade de sempre, o “Futuro vai ser regional”. Para dar consistência ao seu vaticínio, ele explicou o Brasil contemporâneo.

Para ilustrar essa nossa conversa, procure no Google ou no seu arquivo de revistas, fotos de São Paulo ou Rio de Janeiro dos anos 50 até 61. Atmosfera européia, homens e mulheres bem vestidos. Eram os anos da Simplicidade. Eu nasci em São Paulo, nessa década, na Rua da Consolação esquina com Alameda Franca, ouvia-se lá em casa, em ocasiões especiais, “vamos à cidade” (traduzindo: vamos ao centro). Parava um táxi enorme, preto, e o chofer abria a porta.Hoje? O Google Maps pode dar a localização exata, a distância entre a minha casa e a Praça da Sé… algo em torno de 5 a 6 km no máximo.

De 1961 a 1994, o país viveu os anos da transição. Resumindo a história rapidinho: O ocaso do governo JK, Brasília, os anos 60 e suas conturbações sociais e de comportamento, as massas migratórias
(os paus de arara, o Lula veio num deles de Garanhuns para São Bernardo), a revolução de 64, o fantástico 1968, a infraestrutura que os militares construíram, o milagre econômico, a copa de 70, o ame-o ou deixe-o, a abertura, as diretas já, Tancredo, a morte de Tancredo, Sarney, entra Collor e o fora Collor, Itamar, Fernando Henrique e o Real. O Brasil viveu sua maior transição. A população explodiu e foram morar nas cidades e, principalmente, nas suas periferias, morros e cidades satélites/dormitórios. Favelas e cortiços se proliferaram. Homens e mulheres já não se vestiam tão bem assim.

De 95 até ontem ou hoje… são os anos da mudança. Você já pensou na importância do avião a jato, computador e dos satélites em sua vida? Pois bem, essa é a hora. Quanto tempo demorava para ir de Florianópolis para Belém em 1967 ? Hoje, algumas horas! Ta mais rápido ir a São Paulo do que sair da Praia Brava e chegar no centro pela SC 401. Mas, por favor, não fale mal do engarrafamento, olhe por outro ângulo, tudo isso são oportunidades. O computador entrou no nosso cotidiano e os e-mail pra ca e pra la são banalidades, a comunicação é instantânea. Acredite, levavam-se anos para conseguir uma linha telefônica, hoje, temos cerca de 50 milhões de telefones fixos e 180 milhões de celulares. E você, certamente, esqueceu dos satélites de comunicação. O Brasil ficou mais perto e mais fácil. Os brasileiros cada vez mais urbanos e com uma agroindústria invejável. Vai entender?! Porém, todavia, contudo, os brasileiros jovens de agora se vestem como os bandidos de antigamente.

Sei que estou me alongando, mas é necessário.

Antes, todos pensavam e trabalhavam para as classes A e B. Hoje, o poder de consumo das classes C e D tornaram-se o alvo dos “marqueteiros” de plantão. Entenda: de acordo com a FGV, de cada 100 pessoas da classe D, 30 sobem anualmente para a classe C. O mesmo movimento ascendente ocorre na classe C: de cada 100 pessoas, cinco passam para a classe B. O tamanho do bolo? Na classe D estão 45 milhões de viventes, ou seja, cativar a classe D é uma salutar estratégia para fidelizar futuros e promissores consumidores da classe média. Um detalhe: classes C e D estão por todo o país. Regionalização é isso!

Muitos anunciantes já entenderam isso e já  trabalham campanhas regionalizadas: a FIAT com linguagens locais, a Sadia também, o Comper, isso mesmo, o nosso Comper de todo dia, trabalha com cinco agências de propaganda pelo país encabeças pela competente NeoVox,  a comunicação do governo federal entende que o Brasil é para o Brasil inteiro ( fundamental as mudanças que estão no Congresso, é preciso rever a contratação de agências de propaganda e o trabalho da Frente Parlamentar presidida, hoje, pelo Deputado André Vargas). Ah! E tudo isso regado a explosão das novas mídias.

Pessoal, ninguém melhor que o mercado catarinense, que é modelo em vários quesitos, para entender de diversidade e regionalização, as oportunidades estão na nossa frente. Precisamos fortalecer nossas empresas, agências, veículos com mais inteligências e visão estratégica.

Quer ver como está o geonegócio nos últimos dois anos? O sul do país é a região que menos cresceu. O nordeste e o Centro Oeste são as que mais cresceram. A próxima fronteira é o norte do país. Outro panorama a ser notado: a taxa de crescimento da população será de zero nos próximos 10 anos (fonte Ibope). Estamos envelhecendo, pelo menos nas estatísticas.

Crescemos com juros extorsivos, positivas distorções geoeconômicas, mudanças sócios educacionais e culturais, hegemonia feminina (um homem de cada grupo de quatro será sustentado pela mulher muito em breve), a bolsa de valores em crescente euforia, o mercado imobiliário anabolizado por muito crédito, novos regiões/mercados surpreendem, classes sociais antes desprezadas são a bola da vez.  Ou seja, quando a realidade muda, ela passa a ser regida por novas leis.

Finalizo com conselhos, pergunta e minha tese, : precisamos discutir estudar, buscar, compreender, trocar, cambiar, entender, assimilar, planejar, mudar, incomodar, provocar, ganhar, gerar, inovar, surpreender, negociar, incrementar. Aos publicitários de ontem, hoje e amanhã, estudem economia, história, filosofia, matemática, geografia, sociologia, tudo enfim!  A propósito, a perguntinha: estamos preparados?  Minha dedução? Vou ver os Davis como gigantes e os Golias como gigantes também.  Não vou mais xingar o trânsito … é a classe D e C consumindo automóveis, combustível, óleo lubrificante, bronzeadores, protetores solares, milho verde, cerveja, refrigerantes, fazendo compras em supermercados… consumindo, consumindo, consumindo.

Para as agências, uma frase emblemática do João Pereira, Diretor de Marketing e um dos irmãos proprietários da Comercial Pereira  -   Comper, numa conversinha informal com umas 10 pessoas depois da sua realística e simpaticíssima palestra “Vocês agências, cobram pouco. Vocês não sabem da importância de vocês para os anunciantes “.

Kiko Silva
CEO – TZQG e MIT

Querido diário (movimentos para o bem do mercado)

Sou testemunha viva de uma história (que o Heron Domingues e o Repórter Esso me perdoem o uso indevido do bordão), que está ocorrendo no nosso mercado: as coisas estão acontecendo nos quesitos associativismo e troca de idéias e vivências (redundância pura). É perceptível que os profissionais da comunicação querem mais informações, desejam cambiar vivências e, principalmente, realizar.

Segunda, 13 de julho, 19h30: Auditório da OAB, debate do Clube de Propaganda e Marketing com os fornecedores e agências de propaganda, talvez, na opinião de muitos e da minha, o mais consistente dos eventos dos últimos meses. Na mesa: Mazzuco – Vice Presidente do SINAPRO/SC; Douglas – Onda Sonara; Tadeu – COAN; Fernando – SANTACINE; Giovanni – Labbo; Jeferson – Proforma e Felipe Arruda – Fotógrafo. Falou-se de tudo e com a sinceridade de quem deseja realmente realizar a melhor qualidade na prestação de serviços.

No final da noite, o Clube de Criação de Santa Catarina, através de seu Presidente, o grande Padilha, fechou com o Tadeu da COAN a impressão do segundo anuário da criação catarinense.

Terça, 14 de julho, 22h, FIESC, (infelizmente, cheguei ao final da festa) entrega do 3* Prêmio MIDIA DESTACA, do Grupo de Mídia de Santa Catarina, presidida pela, radiante, Suedis Costa. Desta vez os profissionais dos veículos e da mídia estavam brindando e confraternizando numa noite especial. Parabéns aos vencedores e aos quase vencedores de todas as regiões. Parabéns aos apoiadores: ACP, ACAERT (se esqueci de algum outro, lamento).

Quarta feira, 15 de julho, 7h30, agência. Muito orgulho de fazer parte e colaborar com o mercado em movimento.

Marketing é músculo, não gordura
Essa e outras tantas frases, cases e ensinamentos valiosos estão no livro Vencer no Caos, de Philip Kotler e John Caslione (desnecessário fazer qualquer comentário sobre os autores), editora Campus-Elsevier. Uma das análises mais interessantes do livro mostra que 48% das empresas que cortaram custos de maneira homogênea durante a recessão de 2001 perderam mercado para as concorrentes nos anos seguintes. Por favor, não é nada contra a racionalidade que deve ser equilibrada nas empresas, mas antes de sucumbir aos cortes de custo sempre sugeridos pelos financeiros de plantão em épocas de crise ou não, devemos ser mais inteligentes, adotar estratégias de curto prazo, preservar nossos profissionais e estudar mais história. As agências acabam “sambando”, pois um dos erros mais frequentes e fatais dos clientes - e delas próprias - é cortar primeiro os investimentos na área do marketing.

…………………………………………………………………..

Licitações “terceirizadas”
Conheci uma consultoria empresarial que estuda, prepara, busca informações de briefing (sempre minguado) para licitações e acompanha todo o rito de abertura dos envelopes e seus desdobramentos. Algumas agências catarinenses já estão usando os serviços. A profissional e sócia da Tenet Consultoria é Marta Cardoso, que já trabalhou com muitos de nós em algumas agências de Florianópolis.

………………………………………………………………………

Licitação em Biguaçu
Foram abertos ontem (29/06) os envelopes de Habilitação e Proposta Técnica do Edital da Prefeitura Municipal de Biguaçu. Das agências inscritas permanecem na disputa as associadas Estratégia, Free, Inca e TZQG. Certamente, independente de quem seja o vencedor, o cliente estará em boas mãos.

Atualização: a concorrência foi vencida pela associada Estratégia.

………………………………………………………………………

A nossa responsabilidade social
Como colaborador deste o blog e da evangelização do mercado (repetindo palavras do Emílio Cerri) recebi na sexta um um telefonema do Jailson de Sá (AcontecendoAqui) que me deixou contente. Era um convite para participarmos da Campanha do Agasalho organizada por eles e pelo  pessoal da Labbo.

Mais agências já entraram no esforço. Como Diretor Regional do Sindicato para a Grande Florianópolis convido as nossa associadas para se juntarem à Nova, D/Araújo, OneWG, 9MM e TZQG.
As agências que desejarem aderir à podem fazer contato com a Heloísa: (48) 3225 5908. Ou por email: marketing@labbo.com.br .

É evidente que a campanha é importante. Contudo o mais interessante é a mobilização social, que o mercado publicitário, os publicitários e as agência podem e devem exercer na comunidade. Em conjunto com os veículos de comunicação, que nos apóiam sempre, temos cacife para ajudar a mudar muita coisa. Somos assolados por inúmeros escândalos políticos e nossa criatividade não crítica. A violência nos cerca e busca nossos filhos e nós nos trancamos nas nossas casas e agências e nada de campanhas para informar, ou no mínimo, como proceder. Mais e mais casos de pedofilia e somente algumas ações governamentais (material brilhante!). Reclamar na cama, quentinho, é fácil. Podemos mobilizar muita gente. Podemos buscar verbas, que existem, sim. Podemos fazer!

………………………………………………………………………

Plurais contra vampiros
Para quem não sabe é imperativo ensinar. Para quem esqueceu é necessário relembrar o conceito de associativismo, base para qualquer atividade sindical: congregar, defender interesses, valorizar, institucionalizar. É mais que momento de deixar de ser singular e pensar plural: o EU se transforma em NÓS. MINHA passa a ser NOSSA.

É importante destacar também, que a atual diretoria vem implantando um conceito básico de brand equity ou em bom português: valor, que é a expressão da força da relação que une a marca a seus associados e ao mercado. O SINAPRO/SC busca novas oportunidades para todos, pois com sua percepção melhor definida e bem cuidada tem mais potencial para se desdobrar em novos negócios e estender sua atuação na busca de novos mercados aqui mesmo em Santa Catarina e, why not? fora do estado.

Um recado final: nessa época onde economia anda “vampirizando” o mundo, boa propaganda estimula a venda e consequentemente a cadeia dos mercados, em suma: é a água benta, o alho, o crucifixo, a bala de prata, a estaca, a reza forte … tudo.