No Brasil, as agências, as entidades e a própria mídia sempre resistiram aos birôs de mídia, defendendo o que chamam de “modelo brasileiro de propaganda”. Mas o mesmo não ocorre em outros países onde proliferam empresas do gênero vinculadas aos grandes grupos de comunicação. O objetivo delas era planejar, comprar espaço e tempo, reduzir custos e reportar os benefícios obtidos para o anunciante. Mas, muitas erraram quando redirecionaram seu foco de negócios para a simples “compra de mídia”, quando deveriam apostar firmemente em análises de dados, na tecnologia e na otimização. O fato é que a agência de mídia como mera “compradora” de espaço/tempo publicitário é um modelo esgotado que caminha sem nehuma direção nem propósito, explica explica Larry Allen no Business Insider. Em um universo midiático que caminha inevitavelmente para o digital, as agências de mídia correm o risco de serem substituídas pelas as agências criativas, que voltarão a ter a batuta da indútria publicitária. Se as agências criativas reassumirem as estratégia de mídia das marcas, os benefícios para os clientes serão evidentes:
- a criatividade da publicidade online melhorará sustancialmente, porque se acentuará a satisfação do cliente e a eficácia das campanhas.
- os clientes voltarão a trabalhar com agências que têm visão verdadeiramente holística das marcas.
- os marketers trabalharão com um único agente, o que redundará positivamente na imagem, estratégias e objetivos do anunciante.
Conclusão: parece que o novo universo digital poderá levar o mercado mundial a (re)consagrar o “modelo brasileiro de propaganda”.
Dia do Publicitário
Neste 1º de fevereiro, Dia do Publicitário, o Sinapro/SC cumprimenta a todos os profisssionais e empresários da comunicação de marketing que fazem a propaganda catarinense ser admirada e respeitada pelo seu nivel estratégico e criativo e ética nos negócios. Uma saudação especial aos veteranos que construíram com seu esforço e talento a história da propaganda catarinense e as boas-vindas às novas gerações de profissionais. Sobre a data, o editor entrevistou Elóy Simões, publicitário, jornalista, consultor e autor de vários livros sobre propaganda.
Sinapro/SC faz o balanço de 2011
Com o mercado publicitário aquecido, os investimentos em propaganda batendo recordes em Santa Catarina e as agências cada vez mais qualificadas, o Sindicato das Agências de Propaganda de Santa Catarina (Sinapro/SC) tratou de acompanhar o bom momento e reestruturou a equipe durante o ano de 2011. De acordo com o presidente Daniel Araújo, os objetivos das mudanças foram tornar o atendimento mais eficaz e os processos mais ágeis. A equipe conta, agora, com uma executiva para atendimento exclusivo ao associado; um especialista em licitações, para análise de editais e assessoramento nos processos licitatórios; e um departamento financeiro. “Além de reforçar o quadro e apurar o funcionamento, o sindicato esteve à frente de importantes realizações, assegurando benefícios diretos às agências”, destaca Daniel.
Dentre as atividades desenvolvidas durante o ano, destacaram-se:
- a palestra internacional sobre neurobranding, que marcou o lançamento do projeto Sinapro Capacita (em parceria com a Clear Educação e Inovação) – com cursos inéditos na área de comunicação e marketing para qualificação do setor, em que o associado tem acesso a preços diferenciados;
- palestras com o presidente do CENP, Caio Barsotti, nas cidades de Joinville, Blumenau e Florianópolis, onde puderam ser esclarecidas as mais diversas dúvidas que pairavam sobre a recente mudança na forma de faturamento junto aos veículos;
- o lançamento do 2º Anuário de Criação, em parceria com o Clube de Criação de Santa Catarina, contemplando peças premiadas no Prêmio Catarinense de Propaganda e eternizando as criações das associadas premiadas neste grande evento;
- apoio ao evento “Mídia Santa Catarina”;
- o patrocínio ao livro de Elóy Simões que será lançado em 2012;
- a palestra sobre Gestão de Agência, ministrada por Antônio Lino, diretor da Fenapro e sócio do grupo Talent, autor do livro “Pequenas agências, grandes resultados”.
“Essas importantes realizações e a confiança depositada em toda a Diretoria fazem com que nos empenhemos em novas conquistas”, aponta Daniel Araújo, lembrando que 2012 promete ser mais um ano de mercado aquecido. “Mais do que nunca, teremos muita disposição para trabalhar pela união e qualificação da propaganda catarinense”.
Este assunto é muito importante e merece atenção e reflexão: muitas agências chamadas de ” tradicionais” estão perdendo o trem da era digital e os anunciantes estão descontentes com seu imobilismo. Esta é a conclusão de um estudo do CMO Council que ouviu 6.000 profissionais de marketing de grandes empresas de todo o mundo e que administram mais de USD 300 bilhões em verbas. Segundo o CMO Council, apenas 9% dos executivos seniors de marketing consultados acreditam que as agências tradicionais estão se adaptando adequadamente aos novos desafios do marketing digital. Os demais 91% consideram que as agências clássicas não estão evoluindo no mesmo ritmo que demanda o cada vez mais frenético universo digital. “Entre os executivos de marketing, há um nível subjacente de frustração com respeito à contribuição das agências à criação de valor, pensamento estratégico e desenvolvimento de soluções de marketing digital”, explica Donovan Neale-May, diretor executivo de CMO Council. Diante da aparente incapacidade das agências tradicionais para enfrentar os novos desafíos, 40% dos executivos de marketing afirmam que suas empresas devem realizar trocas de agências nos próximos 12 meses. De outro lado, 48% dos consultados estão contratando serviços especializados para a implementação de ações de social media, de marketing móvel e de marketing interativo. Igualmente, 47% dos executivos seniors de marketing apontam que suas empresas estão dando mais poderes a seus departamentos internos de marketing e publicidade para depender em menor medida das agências. Cerca de 45% estão contratando consultores externos para ajudar na implementação e desenvolvimento de programas digitais.
O recolhimento da Contribuição Sindical devido pelas empresas continua tão obrigatório quanto nos anos anteriores pois a lei não foi alterada. A Contribuição Sindical devida por agência de propaganda deve ser recolhida até o último dia útil do mês de janeiro corrente. Recolhimento fora do prazo acarreta multa e juros
É muito importante recolher a Contribuição Sindical para a entidade certa, porque a guia de recolhimento é documento essencial para a agência participar de licitações e para fornecer serviços publicitários às autarquias, estatais e empresas de economia mista. Guia de recolhimento de Contribuição Sindical para Sindicato ou Federação do Comércio ou de outra atividade qualquer não serve para os fins previstos no artigo 607 da CLT.
1. Compete à Justiça Comum processar e julgar o não recolhimento da Contribuição Sindical;
2. O cálculo da Contribuição Sindical deverá ser feito de acordo com o capital social atualizado da agência;
3. Para gerar a guia de recolhimento clique aqui.
Modo de calcular
a) Enquadre o capital social “classe de capital” correspondente;
b) Multiplique o capital social pela alíquota correspondente a linha onde for enquadrado o capital;
c) Adicione ao resultado encontrado o valor constante da coluna “valor a adicionar”, relativo a linha do enquadramento do capital.
Exemplo de cálculo: capital social de R$ 22.000,00
I - Classe de enquadramento: R$ 21.493,80 até R$ 214.937,90 (3ª linha da tabela)
II - Alíquota correspondente: 0,20% ou 0,002 donde R$ 22.000,00 x 0,20% = R$ 44,00
III - Parcela a adicionar: R$ 128,96
IV- Contribuição devida: R$ 44,00 + R$ 128,96 = R$ 172,96
A regional do Meio-Oeste do Sinapro/SC está realizando um esforço de comunicação com o objetivo de valorizar do trabalho profissional e responsável das agências associadas ao Sindicato. A ação foi coordenada pelo diretor Guilherme Deczka, da agência 10kz de Joaçaba. Ouça o podcast.
Em parceria com a Adobe, a Fenapro e os Sinapros de todo o País estão lançando a segunda fase do Projeto “Software para Todos”, que tem como objetivo equipar as agências de todo o Brasil com ferramentas de editoração e criação de peças publicitárias. A nova etapa permite que quaisquer agências do País possam usufruir dos descontos e prazos. Segundo Ricardo Nabhan, presidente da Fenapro, “a iniciativa integra as atividades que as entidades vêm realizando para estimular o desenvolvimento do mercado publicitário, junto às agências de todos os portes em território nacional, principalmente aquelas que não dispõem de amplos recursos e de diversidade de produtos e informações”.
As soluções de criação de conteúdo da Adobe permitem que as agências desenvolvam de forma mais eficiente o conteúdo digital, também fornecendo soluções para otimizar campanhas e maximizar o ROI de cada centavo investido em marketing. A promoção, realizada em janeiro e fevereiro, abrange os seguintes produtos da Adobe: Design Standard, Design Premium, Production Premium e Master Collection. As vantagens e benefícios do projeto estão disponíveis no site.
A Fenapro, Abap e Apro entregaram à Ancine (Agência Nacional de Cinema), na última semana, uma carta com recomendação de ajustes à Instrução Normativa 95, que aumenta os valores da Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional) em 138% para a entrada de obras audiovisuais estrangeiras no Brasil. O problema está, na realidade, na cobrança de taxas de valores proibitivos para produções de orçamento de até R$ 10 mil. A carta foi assinada por Luiz Lara, presidente da Abap nacional, e leva ainda o timbre da Apro (Associação Brasileira de Produção de Obras Audiovisuais) e da Fenapro (Federação Nacional das Agências de Propaganda). Embora todas as entidades tenham, num primeiro momento, aplaudido a iniciativa de proteger a produção nacional ao estabelecer taxas altas para a entrada de produções estrangeiras, um olhar mais atento à Instrução Normativa 95, de 8/12/2011, revelou que, na tabela vigente da Condecine, as taxas de contribuição valem para produções nacionais em geral, tanto de pequeno quanto de grande porte, sem distinção: R$ 2,38 mil por filme para veiculação na TV aberta e R$ 3,57 mil para veiculação em demais segmentos. Leia mais…
Em relação à matéria publicada na Folha de S.Paulo, “Receita sobe, audiência desce”, a Fenapro emitiu esclarecimento:
“A televisão brasileira é modelo internacional de qualidade na programação e tem avançado a cada ano; todas as emissoras estão investindo em contratações e novas tecnologias, tornando-se cada vez mais atrativas em termos de mídia para os anunciantes. Na referida matéria, onde há o questionamento sobre concentração de verba em uma única emissora de TV, é fundamental destacar que a compra de mídia se faz de forma transparente sempre baseada em análises de pesquisa de mídia, levando em conta a audiência, a programação e o custo-benefício para os anunciantes.
Portanto, as agências, no momento de fazer sua programação de mídia, levam em consideração todas essas questões técnicas de audiências que são de extrema relevância para os anunciantes. Esse é o fator determinante para a compra da mídia. Em relação aos incentivos comerciais, trata-se de uma estratégia comercial amplamente adotada pelo mercado e utilizada por diversos veículos. As agências atuam dentro de padrões estabelecidos pelo CENP, órgão de auto-regulamentação, que normatiza as relações comerciais entre Agências, Veículos e Anunciantes.
A própria Folha de S.Paulo, mantém um plano de incentivo comercial para as agências de publicidade, nos moldes praticados pelo mercado e em conformidade com as normas do CENP. Em relação aos bureaux de mídia, a Fenapro defende o modelo brasileiro de compra de mídia, onde as agências de propaganda trabalham embasadas no planejamento de comunicação, com as pesquisas de audiência e hábitos de mídia. A compra é ajustada e definida para cada objetivo específico de mercado do anunciante, de acordo com a disponibilidade de verbas, público-alvo, etc. É isso o que tem assegurado a construção de marcas, produtos e serviços das empresas, que geram a qualidade e o reconhecimento nacional e internacional que a propaganda brasileira tem hoje, assim como a liberdade de atuação entre agências, anunciantes e veículos.”
Com pesar, o Sinapro/SC informa o falecimento do escritor e publicitário Jair Francisco Hamms na madrugada desta quarta-feira no Hospital de Caridade, em Florianópolis. Ele estava internado havia 26 dias, por conta de problemas cardíacos. Jair tinha 77 anos e ocupava a cadeira 25 da Academia Catarinense de Letras. O sepultamento será às 17:30h no Cemitério Jardim da Paz. Jair Hamms era escritor, jornalista, publicitário e advogado e durante muitos anos foi professor de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina. Na UFSC também exerceu diversas funções administrativas, entre elas a de Chefe de Gabinete do Reitor e de Diretor de Intercâmbio e Extensão Cultural.
Apaixonado pelas palavras e profundo conhecedor dos regionalismos catarinenses, Jair Hamms foi colaborador assíduo de Aurélio Buarque de Hollanda Ferreira quando da elaboração do Grande Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. O seu fascínio pelas palavras inspirou algumas das mais bem-humoradas páginas do conto e da crônica catarineses, como, por exemplo, Guerra aos Sinônimos, Outrossim e o seu conto mais famoso no momento, A Sobrinha da Senhora Dodsworth, inspiração do premiado curta-metragem Alumbramentos. Jair atuou como criativo e diretor nas agências Public (extinta) e Prime.(Com informações do DC | Foto de Susi Padilha/Agência RBS)
O primeiro dia de 2012 marca o início do calendário eleitoral no ano em que os brasileiros vão às urnas para eleger prefeitos e vereadores. Candidatos à reeleição e políticos que já ocupam cargos eletivos devem ficar atentos às regras para publicidade institucional a partir deste domingo. A propaganda institucional é liberada até o dia 7 de julho, mas não é permitido exceder a média do que foi gasto nos três anos que antecederam as eleições. De acordo com o calendário eleitoral, a partir deste domingo (1º) está proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios aos cidadãos.
A partir deste domingo, também passa a valer a obrigatoriedade de registro na Justiça Eleitoral de pesquisa de intenção de voto para as eleições municipais deste ano. A lei determina que a pesquisa deve ser registrada pelo menos cinco dias antes da divulgação. Nas eleições 2012, a Justiça Eleitoral vai inaugurar um sistema de acompanhamento dos registros de pesquisas pelos sites dos tribunais regionais de todo o Brasil. Poderão ser consultadas informações como quem contratou a pesquisa, valor e origem dos recursos empregados no trabalho, nome de quem pagou, metodologia, período de realização da pesquisa e margem de erro. (G1)
Boas Festas
Conciliar os interesses das 35 principais entidades que representam a indústria da comunicação brasileira não é uma tarefa simples. Por isso, a definição dos onze temas que vão compor as mesas de debates do 5º Congresso Brasileiro de Comunicação já pode ser considerado o primeiro importante passo para a realização do evento, marcado para os dias 28, 29 e 30 de maio de 2012, no WTC, em São Paulo. Após três reuniões entre os principais dirigentes das entidades e integrantes do Fórum Permanente da Indústria de Comunicação (ForCom), presidido por Dalton Pastore, os temas já definidos que vão nortear as discussões foram aprovados de forma unânime. Mais tópicos poderão ser incluídos na programação durante as reuniões marcadas entre os principais dirigentes para o mês de janeiro. Os líderes de cada painel assim como seus integrantes, porém, só serão definidos numa etapa posterior. Para Luiz Lara, presidente da Abap, o momento econômico global impõe discussões sobre como as empresas brasileiras devem usufruir das oportunidades de expansão internacional. “Os debates vão abranger muito mais do que a propaganda. O Brasil caminha para ser em 2016 um mercado de R$ 40 bilhões. Temos que discutir essas novas fronteiras da mídia e as novas formas de relacionamento entre marcas e seus públicos alvos”, salienta Lara. Leia mais…
O deputado federal Odair Cunha defendeu a descentralização da mídia, em entrevista na abertura do Congresso dos Diários do Interior do Brasil, realizado em Brasília. O deputado acredita no poder das mídias regionais.“É isto que nós estamos fazendo com a realização deste seminário, pois descentralizar a informação é também democratizar o poder”. O deputado ainda afirmou que com a descentralização, a notícia sobre os programas federais chega aos locais onde de fato estão sendo aplicados. Para ele, só a mídia regional é capaz de compreender o Brasil do tamanho que ele é. Cunha também comentou o papel das redes sociais. “As novas mídias fazem com que as informações cheguem a todos os lugares do Brasil e o governo precisa promover este segmento com financiamentos ao setor”. (Comunique-se)
Nesta sexta, 16, os funcionários do Sinapro/SC foram presenteados com cestas natalinas. Foi foi uma iniciativa da diretoria como uma singela retribuição e reconhecimento ao empenho e dedicação de todos os funcionários que atuam no dia a dia da entidade.













