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Sinapro/SC Regional Sul organiza Painel de Comunicação

17/08/10

Diretores de agências do Sul de Santa Catarina reuniram-se em Criciúma para discutir os detalhes do primeiro Painel de Comunicação do Sinapro/SC Regional Sul. O evento, que acontece no dia 2 de setembro, às 19h no Centro de Eventos Oásis, vai reunir profissionais de publicidade, veículos e fornecedores desde Passo de Torres até Imbituba. A programação do evento inclui painelistas do CENP, Acaert, Sindejor, Abigraf, Central do Outdoor e Sinapro/SC. Participaram da reunião as agências Arilton Amador, Berimbau, Cacto Publicidade, Criativacom, Gaia, GT América, Shopping de Ideias e WT Publicidade.

Frente Parlamentar combate resolução da Anvisa

17/08/10

O deputado federal Milton Monti (PR-SP), presidente da Frente Parlamentar da Comunicação Social, lidera um movimento no Congresso Nacional para combater as investidas contra a publicidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ele deu entrada no final do mês passado com um Projeto de Decreto Legislativo para sustar a vigência da decisão da Anvisa de obrigar a veiculação de mensagens de alerta na publicidade de alimentos que contenham componentes considerados pouco saudáveis - nos moldes do que ocorre hoje com a comunicação de cigarros e irá afetar em breve as campanhas da indústria automobilística. “A Anvisa não tem competência para legislar sobre o conteúdo da publicidade e está claramente ultrapassando as suas atribuições. A constituição é clara: quem faz leis é o poder legislativo”, critica Monti. O deputado se mostra confiante de que o Congresso Nacional irá aprovar o seu projeto com rapidez, mesmo considerando o esvaziamento dos plenários neste período eleitoral. “O texto será analisado pelas comissões da Câmara e do Senado. Passadas as eleições, vamos trabalhar para agilizar o processo, objetivando concluí-lo ainda neste ano para tornar sem efeito a decisão da Anvisa, que prevê sua entrada em vigor no final de dezembro”, detalha Monti. Ele faz questão de frisar ainda que, embora esteja atacando a Anvisa pela questão da legitimidade, também não concorda com o mérito da decisão da agência reguladora. (M&M)

Encontro de lideranças da propaganda em Santa Catarina

12/08/10

Nos próximos dias 19 e 20 de agosto, reúnem-se em Florianópolis, no Centro de Eventos da FIESC, representantes da propaganda de todo o País para participar do encontro de lideres regionais do setor promovido pela Fenapro e pelo Sinapro/SC. O encontro vai debater temas de interesse do setor, como a implementação da Lei 12.232, que definiu as regras para as licitações públicas na área de comunicação, e o impacto do crescimento regional sobre a propaganda nacional. Além dos dirigentes da Fenapro e dos Sinapros de todo o País, estarão presentes também representantes do CENP, dos anunciantes e veículos regionais.

“Este é o primeiro encontro realizado após a eleição da nova diretoria e será muito importante no atual contexto, em que uma série de mudanças vem ocorrendo no setor de propaganda, tanto em função da nova legislação para contratação de agências por órgãos públicos, quanto das restrições crescentes à publicidade”, destaca Ricardo Nabhan, presidente da Fenapro. Ele observa que, por outro lado, a economia vive um momento favorável, que influencia fortemente a publicidade, especialmente em âmbito regional, onde a demanda de forma expressiva, impulsionada pelo maior poder de compra das classes C e D. “A dinâmica dos mercados regionais deve contribuir para o crescimento ainda maior da publicidade brasileira”, afirma o presidente da Fenapro.

A Fenapro vem atuando em conjunto com os Sinapros e outras entidades na realização de iniciativas que contribuam nesse sentido. Segundo Daniel Araújo, presidente do Sinapro/SC, a intenção é buscar um mercado mais eficiente e uma propaganda mais qualificada. “A presença dos principais dirigentes das entidades da propaganda nacional e o intercâmbio de experiências dos participantes vão ajudar as empresas a se tornarem mais competitivas e o negócio da propaganda mais leal e desenvolvido”. A legislação publicitária, a gestão de agências e tendências que influenciam a publicidade, como o comportamento das mulheres no mercado de consumo, também serão abordados no encontro. Haverá oficinas sobre esses temas, na tarde de quinta-feira, realizadas por dirigentes da Fenapro e publicitários destacados, e que serão abertas aos profissionais do mercado e estudantes.

Programação

19 de agosto – quinta-feira

9h às 12h
Reunião com a Diretoria da Fenapro, Vice-presidentes Regionais e Presidentes dos Sinapros para discussão da realidade do negócio da propaganda no Brasil e planejamento de novas ações para o ano de 2010.

12h30 às 14h
Almoço de integração entre Diretoria da Fenapro, Vice-presidentes Regionais, Presidentes dos Sinapros e Diretoria do Sinapro/SC.

Oficinas onde serão retratados temas de interesse do mercado publicitário, para conhecimento e atualização dos estudantes e profissionais do mercado regional.

14h às 15h
Nova lei/12232
Licitações públicas dos serviços de publicidade. Conheça as novidades.
Dr. Paulo Gomes  - Consultor Jurídico do Sinapro/SP

15h às 16h
Movimento Habla: Brenda Fucuta
Projeto inédito de mapeamento contínuo do comportamento feminino no Brasil.
Dir. do Núcleo Comportamento da Editora Abril

16h às 16h30
Coffee Break

16h30 às 18h30
Gestão de agência: Antônio Lino
Gestão de agência - Orientações, aspectos financeiros, fiscais e de RH.
Sócio-diretor da Talent

21h
Jantar comemorativo com a Diretoria da Fenapro, Vice-presidentes Regionais, Presidentes dos Sinapros e Diretoria do Sinapro/SC.

20 de agosto – sexta-feira

9 às 12h
Reunião com veículos, fornecedores e Diretores das Entidades de Comunicação para discutir formas de estimular o crescimento da propaganda regional. Apresentação de agências, anunciantes, veículos e Cenp.

12h30 às 15h
Almoço de encerramento com veículos, fornecedores e Diretores das Entidades de Comunicação, em ponto turístico de Florianópolis.

Câmara pode suspender regra da Anvisa sobre publicidade

10/08/10

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Decreto Legislativo 2830/10, de autoria do deputado Milton Monti (PR-SP), que pretende anular a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a publicidade de alimentos. O documento de Monti diz que “a Resolução RDC 24 da Anvisa é um caso emblemático, pois é inconstitucional e, de forma claríssima, exorbita do poder regulamentar conferido por lei federal àquela Agência.” A resolução a que o deputado se refere foi publicada no Diário Oficial em 29 de junho e criava uma série de regras sobre a publicidade de alimentos com quantidades elevadas de açúcar, gordura saturada ou trans e sódio, além de bebidas com baixo teor nutricional, como refrigerantes. A RDC 24 pedia que as novas regras passassem a valer em no máximo 180 dias após sua publicação sob penas que vão de notificação a interdição e multas de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão. Monti insistiu na tese de que a decisão da Anvisa fere a Constituição, porque a agência “não pode legislar sobre propaganda. Quando o faz, afronta o Congresso e subverte a própria democracia.” “O tema merece discussão profunda na sociedade, mas o fórum adequado é o Congresso, que poderá editar lei federal, se assim entender necessário”. (Agência Câmara)

ESPM lança livro de Julio Cosi

5/08/10

Com espírito e humor, Julio Cosi trouxe de volta algumas memórias da sua expressiva vida profissional e algumas passagens da vida pessoal. O livro “Bonitinha ou Ordinária” é para quem gosta de criatividade na comunicação comercial. O que você vai encontrar no livro são muitas histórias do mundo da propaganda, algumas cheias de glamour, outras sem - mas todas elas vividas e lembradas por um dos grandes publicitários brasileiros. Julio narra uma coleção de histórias, no seu modo de escrever, amistoso, sem erudição ou técnica complicada. Você lê como se fosse uma carta familiar.Além de descrever uma vida interessante, cheia de curiosidades, humor e alguma tristeza, “Bonitinha ou Ordinária” também ensina a criar e fornece os exemplos de propaganda superior. Ensina a buscar a estratégia adequada e como criar campanhas de propaganda partindo do zero. Talento é por conta do leitor.

“Bonitinha ou Ordinária…” começa mostrando três revoluções criativas: o Renascimento do século 14 ao 16, quando surge a perspectiva, o volume e a sombra, (como na vida real). A segunda revolução mostra o Impressionismo, em Paris na segunda metade do século 19, destacando a busca pela luz e o movimento. E por fim, a terceira, que aborda o Processo Criativo, a revolução liderada por William Bernbach, dos anos 40 aos 90.

Julio foi discípulo de Bill Bernbach, indiscutivelmente o mais importante publicitário do século 20, mas faz questão de esclarecer que falou com ele apenas no primeiro dia de estágio na Doyle Dane Bernbach. É mais exato dizer que Julio se tornou um discípulo dos apóstolos do mestre: Bob Gage, Dave Reider, Bill Taubin, Mary Wells, Helmut Krone, Bob Levenson, Bert Steinhauser, Lore Lionel, Phyllis Robinson, David Herzbrun, Paula Green e outros „monstros‟ da criação. Mas recebeu, um dia, das mãos do mestre Bernbach, no Rio de Janeiro, o primeiro troféu „Lâmpada de Ouro‟ pelo comercial da campanha “Século XX” (o bombardeio de Londres), criado pela Cosi, Jarbas, Sergino para o cliente Abril Cultural. Julio escreve bem e conta, em detalhes, como eram as coisas. Sua memória prodigiosa lhe facilita ser preciso na narrativa. O livro tem humor bem dosado e também mostra como ele e seus companheiros sempre se rebelaram contra a propaganda sem graça. Sem impacto.

Como diz Alex Periscinoto: “A publicidade brasileira tem duas fases: antes de J.C e depois de J. C.”.
Um livro que dispensa marcador: em cada página começa uma história interessante. O licro é indicado aos profissionais que procuram originalidade na criação. Aos veteranos profissionais de propaganda e/ou marketing que reconhecerão fatos, histórias e pessoas que fizeram a propaganda brasileira como ela é hoje. E indicado aos alunos cursando propaganda e marketing e aos jovens profissionais de agências, anunciantes ou veículos — que terão exemplos a seguir e erros a evitar. Julio Cosi é consultor de marketing e conselheiro de propaganda, além de cozinhar muito bem. Já publicou três livros de culinária.

Ficha técnica:
Editora: ESPM
280 páginas
Formato: 28,4 x 28,4 cm
Preço: R$79,00

Lei da publicidade educativa de veículos entra em vigor

5/08/10

As agências e anunciantes já têm o prazo exato para começar a inserir as frases educativas na publicidade de veículos e de outros produtos relacionados à indústria automobilística. A Lei 12.006, que foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 30 de julho do ano passado, finalmente foi publicada nesta quarta-feira, 4 de agosto, no Diário Oficial da União. A proposta já havia sido regulamentada há mais de um mês, mas o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determinou que ainda precisavam ser definidos o estilo das mensagens de alerta e a sua publicação nos anúncios publicitários. Depois de algumas reuniões, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) estabeleceu quais pontos deverão ser abordados pelas mensagens e qual a linguagem que deverá ser empregada para atingir os motoristas e pedestres.

Para o inicio da lei, o Denatran elaborou seis frases que deverão ser incluídas nos anúncios, comerciais de TV, spots de rádio, banners na internet e qualquer outra veiculação publicitária de carros, caminhões, motos e peças automotivas. Cada peça deve conter, no mínimo, um dos seguintes alertas:

- “Respeite a sinalização de trânsito”;
- “Faça revisões em seu veículo regularmente;
- “Cinto de segurança salva vidas”;
- “No trânsito somos todos pedestres”;
- “Capacete é a proteção do motociclista”
- “Transporte com segurança: use a cadeirinha”

Segundo o texto publicado no Diário Oficial da União, as agências e anunciantes e demais empresas publicitárias possuem um prazo de 60 dias para se adequar às novas regras. Sendo assim, a partir do dia 5 de outubro, todo anúncio da indústria de veículos já deverá conter as frases de alerta, tal como ocorre com a divulgação de bebidas alcoólicas.

O futuro da propaganda

2/08/10

“Ao invés de pensar sobre a propaganda do futuro, me preocupa mais saber qual é o futuro da propaganda. Porque nessa inversão de palavras acho que moram questões maiores: o que estamos fazendo neste exato momento para garantir liberdade de expressão – pessoal, comercial e de imprensa? Qual o futuro da propaganda sem isso? Qual o futuro da comunicação sem isso? Qual o futuro de todo o resto sem isso?  Para começar, aproveite que as eleições estão aí e veja que futuro está previsto nas agendas e programas dos candidatos. Outra questão: a relação cliente-mercado de comunicação. Como está e para onde vai? Qual o futuro da propaganda sem um modelo de negócio saudável para quem produz propaganda? Qual o nosso modelo de negócio? Aquele que é o melhor para quem vive do negócio aqui no Brasil?

Outra: qual o futuro criativo da propaganda brasileira se continuarmos focando em ganhar Leões em Cannes na mídia impressa e outdoor – mais de 30 este ano – quando a mídia de maior investimento no País é a eletrônica, que na categoria Film e Cyber tiveram apenas um Leão brasileiro? Veja que o problema não é ter muito no lugar de sempre. É ter pouco no lugar que precisa. Como e quando vamos desenvolver criativamente a linguagem cinematográfica que é a base de toda comunicação nova? Futuro não é previsão, é decorrência. Futuro é o resultado do que se faz no presente enquanto se tenta não repetir os erros do passado. Portanto, me questiono que diabos estou fazendo pela propaganda do presente? Que diabos você está fazendo pela propaganda do presente? Você sabe como será o seu futuro? ” (Alexandre Gama, da Neogama/BBH, no PropMark)

Primeiro semestre movimenta R$35 bilhões

2/08/10

Em ano de Copa do Mundo, é natural que os investimentos publicitários sejam intensificados. Os resultados  no primeiro semestre de 2010, de acordo com o Ibope Monitor, confirmam  esse desempenho. De janeiro a junho o total da receita investida na TV aberta, jornal, TV por assinatura, revista, internet, rádio, cinema e outdoor somou R$ 35,050 bilhões (considerando os preços de tabela). Em 2009, a verba foi de R$ 28,059 bilhões. A TV aberta ficou com R$ 18,848 bilhões, um crescimento de 25% em relação ao mesmo período de 2009. Continua na liderança do share com 53,8% de participação. Em seguida está o jornal, que conquistou no primeiro semestre  R$ 7,492 bilhões dos investimentos. Já nos primeiros seis meses de 2009 o meio alcançou R$ 6,314 bilhões. Após o jornal, a TV por assinatura é o meio que mais se destacou nos primeiros seis meses de 2010. Recebeu de janeiro a junho R$ 2,786 bilhões.

Seu próximo compromisso

29/07/10

Mídia faz declaração de princípios

24/07/10

Como será a mídia em 2022? Para responder a esta questão, formulada pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE) a diversas empresas de comunicação brasileiras, as principais entidades representativas do setor entregaram na semana passada ao ministro Samuel Pinheiro Guimarães, documento no qual descrevem seu entendimento sobre o papel dos meios de comunicação e suas aspirações futuras.

No documento, as entidades aprovam o fim da Lei de Imprensa e manifestam a esperança de que o setor consiga promover uma eficaz autorregulamentação. Da mesma forma, as entidades defendem a desregulamentação da profissão de jornalista, embora reconheçam o papel das escolas de comunicação na formação dos profissionais de imprensa.

Como não podia deixar de ser, a liberdade de expressão comercial é um princípio cuja manutenção é enfatizada pelos representantes da mídia: “As iniciativas contrárias à liberdade de expressão comercial são, em geral, inconstitucionais”,aponta o documento. Por fim, um assunto complexo no que tange aos produtores de conteúdo é a questão do direito autoral nas mídias digitais. As empresas de comunicação querem algum tipo de proteção à propriedade intelectual, sem que isso interfira no livre acesso à informação.

“É fundamental, para a própria permanência do jornalismo independente e de qualidade, que nesse novo ambiente criado pela internet se respeitem, nos termos das legislações brasileira e internacional, os direitos autorais de jornalistas e empresas jornalísticas”, argumentam as entidades no texto.

A carta é assinada pelos presidentes da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Judith Brito; Associação Nacional das Emissoras de Rádio e TV (Abert), Daniel Slaviero; e Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner), Roberto Muylaert.

Programação do Encontro Fenapro, em Florianópolis

22/07/10

19/08
9h às 12h - Reunião com a diretoria da Fenapro, vice-presidentes regionais e presidentes dos Sinapros para discussão da realidade do negócio da propaganda no Brasil e planejamento de novas ações para 2010 (encontro fechado);

12h30 – Almoço de integração entre diretoria da Fenapro, vice-presidentes regionais, presidentes dos Sinapros e diretoria do Sinapro/SC;

14h – Nova Lei 12.232, com Paulo Gomes (consultor jurídico do Sinapro/SP);

15h – Movimento Habla, com Brenda Fucuta (diretora do Núcleo Comportamento da Editora Abril);

16h30 – Gestão de Agência, com Antônio Lino (sócio-diretor da Talent);

21h - Jantar comemorativo com a diretoria da Fenapro, vice-presidentes Regionais, presidentes dos Sinapros e diretoria do Sinapro/SC.

20/08
9h às 12h – Reunião com veículos, fornecedores e diretores das entidades da comunicação para discutir formas de estimular o crescimento da propaganda regional. Apresentação de agências, anunciantes, veículos e CENP (encontro fechado);

12h30 – Almoço de encerramento com veículos, fornecedores e diretores das entidades da comunicação, em ponto turístico de Florianópolis.

A nova escalada antipublicidade

18/07/10

Armando Ferrentini*

O Instituto Alana e a Anvisa estão com a corda toda em seu projeto de inviabilizar a liberdade de expressão comercial no Brasil.  Diante do continuado fracasso nas tentativas de impor sua vontade no fórum mais representativo da democracia – o Congresso Nacional –, os “democratas” tratam agora, de um lado, através do Alana, de disseminar entre a opinião pública sua catequese preconceituosa contra a sociedade de consumo e, de outro, usando a Anvisa, fazendo-a fugir do escopo de suas atribuições, ao insistir em legislar  sobre comunicação, arranhando a Constituição.

Uma bizarrice que deve merecer resposta à altura. Falando presunçosamente em nome da “sociedade organizada”, ignoram que a verdadeira sociedade organizada está ocupada em produzir, em gerar empregos, em desenvolver tecnologia, em atender a uma demanda crescente de bens, a que mais e mais brasileiros vêm conquistando o direito de consumir.

O discurso fundamentalista, fanatizado, repressor e obscurantista não representa novidade e o Brasil, com muita capacidade de resistência e superação, aprendeu a enfrentá-lo e não deixar-se cair na tentação da capa de “nobreza” que ele carrega.

O fato é que não há nada de positivo que possa ser identificado na tentativa de transformar as marcas em vilãs. Persegui-las, buscando inviabilizá-las comercialmente e como expressão de marketing, é colocar o próprio sistema na berlinda. É tentar pôr uma trava nas inter-relações de mercado, é sabotar a capacidade competitiva do País.

O radicalismo teimoso jamais teve consequências das quais pudéssemos tirar algum proveito para a sociedade. Pelo contrário: trouxe falta, agrura e provocou sempre a necessidade posterior de um penoso processo de recuperação do tempo e do espaço perdidos. Quem vivenciou a imposição da ideologia das reservas de mercado da informática, durante a ditadura, por exemplo, foi testemunha do atraso a que o Brasil foi humilhantemente submetido. Mas, à época, o discurso nacionalista empolgava, prometendo exatamente aquilo do que nos afastávamos cada vez mais: desenvolvimento tecnológico. Hoje, o discurso que tenta emocionar é o da proteção da sociedade contra os apelos do marketing.

Em nome da tese, setores localizados promovem uma cruzada incansável, levados por uma motivação cegada pela rejeição ao modelo social democraticamente adotado. Perigoso, muito perigoso.  Haveremos que discutir sempre, de maneira equilibrada, a conveniência e a inconveniência do uso das ferramentas do marketing, inclusive em defesa da reputação dessas mesmas marcas. Mas isso passa muito longe da tentativa de transformar os apelos mercadológicos em vilões. O consumo é e sempre será também lúdico. Marcas trabalhadas eficientemente traduzem sonhos e proporcionam estados de prazer e felicidade. Todo o regime que tentou matar essa relação absolutamente consentida pelo consumidor tomou o equivocado caminho da tutela da sociedade. E amanheceu sob o manto cinzento do totalitarismo.

*Jornalista, editor do PropMark

Suspensa concorrência da EMASA para contratar agência

16/07/10

O Sinapro/SC obteve liminar que suspende concorrência da Empresa Municipal de Água e Saneamento de Balneário Camboriu (EMASA) para contração de agência de publicidade.  O edital descumpria disposições da Lei 12.232/10.

Sinapro/SC reúne lideranças da propaganda

15/07/10
Daniel Araújo

Daniel Araújo

O Sinapro/SC, em conjunto com a Fenapro, vai realizar pela primeira vez no estado o “Encontro Fenapro”, evento que reúne representantes e lideranças da propaganda de todo o País para debater temas como a qualificação do setor e ações para o crescimento do mercado publicitário. O “Encontro Fenapro” acontece nos dias 19 e 20 de agosto em Florianópolis, no Centro de Eventos do Sistema Fiesc, com agências associadas, veículos, fornecedores, estudantes e outras entidades do “trade”. O objetivo é retratar a realidade da publicidade no Brasil e discutir formas de estimular a propaganda regional. Segundo Daniel Araújo a intenção é buscar um mercado mais eficiente e uma propaganda mais qualificada. “A presença dos principais dirigentes das entidades da propaganda nacional e o intercâmbio de experiências dos participantes vão ajudar as empresas a se tornarem mais competitivas e o negócio da propaganda mais leal e desenvolvido”.

Propaganda de alimentos: ABA e AGU se manifestam

14/07/10

A ABA - Associação Brasileira de Anunciantes - distribui comunicado no qual afirma que “a posição da Anvisa, ao tentar resolver o complexo problema da obesidade com frases de alerta na propaganda, foge do bom senso em termos de efetividade. Ela pretende impingir frases negativas à publicidade de produtos, cujo consumo regular não representa ameaça à saúde dos consumidores. Por outro lado, não realiza nenhuma ação expressiva e constante no sentido de esclarecer a população sobre os perigos da obesidade. Não há campanhas publicitárias nacionais esclarecedoras, ações educativas abrangentes e constantes junto a escolas, ou mesmo um site com informações sobre a questão.

A ABA informa que dará suporte às entidades do setor de alimentos e bebidas, bem como à cadeia de comercialização e transformação destes produtos. A entidade ressalta estar à disposição da Anvisa, do Ministério da Saúde e de outros órgãos públicos para analisar a relevante questão do aumento da obesidade e buscar, em conjunto, formas eficazes e colaborativas de enfrentar essa situação. Esclarece, por fim, que as empresas do setor são as maiores interessadas na saúde e longevidade de seus consumidores. A AGU (Advocacia Geral da União), em decisão publicada em 13 de julho, atendendo a consulta formulada pelo CONAR recomendou a suspensão da RDC 24/10, enquanto o assunto não for definitivamente analisado pela Consultor-Geral da União.”