Mercado questiona proibição da publicidade infantil

19/11/08

Representantes do setor de licenciamento, brinquedos e publicações infantis, e advogados especializados em propriedade intelectual se reuniram nesta quarta-feira, 19, para deliberar sobre ações práticas que visam evitar a aprovação do projeto de lei (PL) 5921/2001, dos deputados Maria do Carmo Lara (PT/MG) e Luiz Carlos Hauly (PSDB/PR), que propõe a proibição da publicidade de produtos destinados ao público infantil. O PL foi aprovado pela Comissão de Defesa do Consumidor em 9 de julho, mas ainda não tem data para ir a plenário. Dentre os principais pontos do PL estão a proibição de qualquer tipo de publicidade e de comunicação mercadológica dirigida ao público infantil, em qualquer horário e mídia, seja ela de produtos ou serviços relacionados à infância.

O evento, promovido pela Associação Brasileira de Licenciamento (Abral) no auditório da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), na cidade de São Paulo, resultará num documento em defesa dos setores envolvidos e contra a aprovação do projeto de lei que será entregue aos autores e aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado.”Enquanto a crise econômica assola o mundo, o legislativo, ao invés de procurar soluções, está querendo coibir a publicidade infantil. Essa é uma lei espúria que irá obrigar a indústria a reduzir a produção e os postos de trabalho. Nem embalagens coloridas poderemos ter. Vamos nos blindar, não podemos deixar isso acontecer”, diz Sebastião Bonfá, presidente da Abral.

André Magalhães Pinto, secretário parlamentar e assessor especial do deputado federal José Aníbal se prontificou a levar as demandas do mercado à bancada do PSDB em Brasília. “O Bonfá irá me passar um briefing e a intenção é fazer uma blindagem contra o projeto de lei na Câmara. Vamos atuar para derrubá-lo”, afirma Magalhães Pinto. Na opinião de Synésio Batista da Costa, presidente da Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), este é mais um exemplo de projetos exóticos do congresso brasileiro. “Existem projetos para mudar a correnteza e o curso de rios e para dessalgar a água do mar brasileiro. O projeto não vai passar, mas tem um rito, isso vai demorar. CNI, Abert, Abrinq e mais algumas entidades estão capitaneando esse processo. Agora a Abral vai se juntar ao grupo”, destaca, lembrando que a próxima reunião dessa equipe será em fevereiro.

Marise Hartke será reeleita presidenta da ACAERT

19/11/08

Marise Westphal Hartke será reeleita para a presidência da Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão – ACAERT. A entidade promove nesta quinta-feira (20) Assembléia Geral Ordinária, quando acontece a eleição da nova Diretoria Executiva. Marise encabeça chapa de consenso. O mandato é de dois anos. Na mesma ocasião, também tomará posse na presidência do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão – SERT/SC, Rubens Olbrisch, da Antena 1, de Blumenau. Os dois eventos serão realizados no hotel Baía Norte, em Florianópolis.

BVs serão reconhecidos pelo CENP

19/11/08

No dia 1º de dezembro o Cenp vai apresentar oficialmente o Anexo C ao mercado. O documento passa a reconhecer os planos de incentivos dos veículos, conhecidos como BVs (Bonificações de Volume). Atualmente, as Normas-Padrão do Cenp contêm dois Anexos, o “A” e o “B”. O primeiro trata da estrutura profissional, técnica e dos recursos de mídia das agências. Já o “B” aborda o Sistema Progressivo de Serviços/Benefícios.

Íntegra do novo Anexo “C” - dos Planos de Incentivo

Os normativos dispostos neste anexo referem-se aos planos de incentivo tratados nos itens 4.1.,4.1, 4.2 e 4.10 das Normas–Padrão. Neste documento, as agências de publicidade são designadas simplesmente como agências, os veículos como veículos e os planos de incentivos como incentivos.

1. O incentivo como melhor prática terá como propósito o desenvolvimento do mercado publicitário, a qualificação técnico-profissional da agência objetivando sempre a excelência dos serviços que ela presta tanto a veículos como anunciante.

2. O incentivo é iniciativa unilateral do veículo sendo indevida a inferência externa de qualquer tipo, inclusive do Cenp. Dado o seu caráter de liberalidade, o veículo está livre para configurar o respectivo plano bem como para e não apenas: estabelecer critérios, objetivos, metas, âmbito, metodologia de aferição, duração, condições para habilitação, inclusão e exclusão de agência e estipular os frutos que poderão ser ou não de natureza monetária.

3. O incentivo vincula tão-somente o veículo instituidor e a agência por ele habilitada, sem que dessa relação empresarial resultem ônus para os clientes-anunciantes, os quais, por definição, não são parte dela.

4. As recomendações de mídia da agência basear-se-ão na boa técnica, prevalecendo esta sobre o escopo do incentivo, ressalvado sempre o direito de escolha do anunciante.

5. Os frutos proporcionados pelo incentivo constituem receita operacional da agência a ser regularmente escriturada e oferecida à tributação.

6. É lícito ao veículo e à agência guardar sigilo absoluto acerca do conteúdo do plano de incentivo e dos dados a eles relacionados inclusive perante o Cenp.”

Sinapro/SC levou mais de 300 convidados ao Cinesystem

18/11/08

Na noite de ontem uma platéia composta de publicitários, anunciantes e jornalistas lotou a sala do Cinesystem do shopping Iguatemi Florianópolis para assistir aos comerciasi vencedores do Cannes 2008. Numa iniciativa do Sinapro/SC, em parceria com o Estadão - representante do festival no Brasil, os convidados conheceram o que de melhor a propaganda mundial levou para o maior certame do setor. Daniel Araújo, presidente do Sinapro/SC, prometeu repetir a dose em 2009:

“Como presidente do Sinapro/SC, tenho o compromisso de proporcionar eventos que contribuam para o desenvolvimento de nosso mercado. Diante disto, entrei em contato com O Estado de São Paulo com o objetivo de realizar a primeira Mostra de Cannes do país aqui em Florianópolis. O Estadão concordou e honrou com a iniciativa. O evento realizado ontem, com foco no mercado publicitário, foi um sucesso. Nossa intenção é retomar esta iniciativa no ano que vem e trazer a mostra para Florianópolis em primeira mão. Na próxima vez, faremos numa sala maior para que possamos contemplar mais profissionais.” (Fonte: Acontecendo Aqui)

A era do “murketing”

18/11/08

Por diversas vezes já se decretou o aparecimento de um novo consumidor - exigente e imune aos apelos do marketing. Os membros dessa nova geração seriam quase inatingíveis pelas campanhas tradicionais e representariam o desafio do século para os marqueteiros de grandes corporações. Um livro recentemente lançado nos Estados Unidos chama a atenção por levantar um argumento quase oposto.

Escrito pelo jornalista Rob Walker, “Buying In” defende que os consumidores de hoje nunca estiveram tão predispostos ao consumo nem se engajaram de maneira tão intensa na construção das marcas. Walker explica que algumas marcas souberam perceber o novo comportamento e seguir essa tendência adotando duas táticas: tornando-se mais atentas às reações que vinham das ruas e optando por mensagens mais sutis em suas estratégias de persuasão.

O jornalista criou um neologismo para nomear o novo relacionamento entre empresas e consumidores - “murketing”, união das palavras marketing e murky (nebuloso, em inglês). O termo, segundo o autor, sintetiza uma relação em que as marcas se dedicam a construir uma relação de cumplicidade com o consumidor - em que as armas mais eficazes passam longe de campanhas convencionais na TV. (Leia o texto completo)

O novo atendimento na nova publicidade

17/11/08

O atendimento não pode ser definido como aquele cara legal, bom de papo e muito simpático. Ele tem que que ser o elo de entendimento entre a agência e o cliente, uma voz completa além da compreensão publicitária.  “O atendimento não é só um delivery. É um dos vetores de inteligência das relações entre agências e clientes. A sofisticação da área exige “senioridade” dos profissionais para exercer relacionamento com os executivos dos anunciantes como se fossem diretores de marketing.” A afirmação é de Alcir Gomes Leite, vice-presidente executivo da DM9DDB.

“Repertório diversificado e sólido, conhecimento do ambiente empresarial de cada cliente e tudo que possa agregar valor à geração de negócios, são exigências para o perfil dos executivos de atendimento da nova gestão. As novas ferramentas disponíveis para orientar o trabalho dos anunciantes impõem novas expertises para os profissionais.”

SC entre os 7 estados (mais o DF) que concentram quase 80% do PIB

14/11/08

Quase 80% do PIB brasileiro são provenientes de oito das 27 unidades da federação: São Paulo, Rio, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia, Santa Catarina e Distrito Federal, segundo o IBGE. O Distrito Federal continua tendo o maior PIB per capita (R$ 37.600) e o pior é o Piauí (R$ 4.213). Apenas oito estados possuem PIB per capita acima da média do Brasil: Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso.

Sinapro/SC apresenta Cannes 2008 em Florianópolis

13/11/08

Na próxima segunda, 17/11, em sessão única no Cinesystem do Shopping Iguatemi às 20h, serão exibidos cerca de  130 comerciais que venceram este ano em Cannes nas categorias Grand Prix, Gold, Silver e Bronze.

A apresentação, primeira feita este ano no Brasil, é uma realização do Sinapro/SC, com patrocínio da Acaert, Proforma, CristalBroadcast, Praesto Convergence e apoio do Jornal O Estado de São Paulo, AcontecendoAqui, Leograf, Onda Sonora, TVCOM, TVBV e Ric Record.

Ainda sobre Cannes: o Festival oficializou a criação de uma nova categoria, o PR Lions. A competição vai premiar as melhores cases de relações públicas nas áreas de imagem corporativa. O presidente do júri da competição que acontece pela primeira vez já em 2009 será o Lorde Tim Bell, atual chairman da Chime Communications e um dos fundadores da Saatchi & Saatchi. As categorias incluem PR Setorial, Produtos & Serviços e Técnica. Os trabalhos inscritos serão premiados de acordo com os critérios: estratégia, criatividade & originalidade, execução e resultados.

Os números atualizados do mercado publicitário em SC

13/11/08

Com o objetivo de estimar o volume de investimentos em veiculação e levantar o perfil dos veículos de comunicação, o Instituto Mapa, com apoio do SINAPRO/SC, ACAERT, ADJORI, ADI, ABAP e SINDEJOR, está realizando uma nova pesquisa estadual, dando continuidade ao trabalho de inteligência iniciado em 2005. A novidade na versão em execução é a inclusão de dados sobre mais de 100 agências, permitindo que sejam conhecidos o número de empregos e o faturamento gerado pelo setor. José Nazareno “Zeno” Vieira, presidente do Instituto Mapa, gravou um depoimento sobre o projeto.

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Mercado nacional movimentou mais de R$ 13 bi no primeiro semestre

13/11/08

A publicidade brasileira segue crescendo em ritmo acelerado. No primeiro semestre de 2008, segundo dados do projeto Inter-Meios, o faturamento bruto da atividade atingiu R$ 9,5 bilhões, 16% mais do que no primeiro semestre de 2007.Os Jogos Olímpicos e o forte aquecimento do mercado imobiliário e automotivo foram apontados por executivos de veículos ouvidos pelo jornal Meio&Mensagem como principais responsáveis por mais um período de bons resultados para a publicidade. Os executivos estimam um crescimento de receita no ano entre 12% e 14%. (Fonte: revista do CENP)

Investimento bruto em mídia
R$ 9,5 bilhões

Investimento extrapolado
(Inclui os 10% do mercado não mensurados pelo projeto)
R$ 10,5 bilhões

Investimento em produção
R$ 2,5 bilhões

A crise não chegou, mas o medo dela sim

12/11/08

A crise é assunto em toda parte - nas salas de reuniões das empresas, nos botecos, nos salões de beleza, nas agências de propaganda e principalmente na mídia. Mas, afinal, será que ela já desembarcou de fato no país? Quais as conseqüências que ela pode trazer? Para responder a essas dúvidas, a McCann e o Datapopular foram a campo na última semana de outubro para entrevistar mais de 600 habitantes de capitais e cidades do interior das regiões Sul, Sudeste e Nordeste, todos pertencentes às classes C e D, ou seja, com renda média familiar entre R$ 600 e R$ 3.000. Os resultados, divulgados hoje, mostraram que, apesar de ainda não terem sido afetadas, as pessoas não têm dúvidas de que não sairão ilesas dessa crise.

Para você ter uma idéia do que anda acontecendo, basta dizer que 85% dos brasileiros de baixa renda consideram que sua condição econômica atual vai de regular para boa e que apenas 25% acham que a vida ficou pior nos últimos três meses. Porém, chega a 43% o percentual dos que acreditam que o país piorou de seis meses para cá. Além disso, 76% estão preocupados ou muito preocupados com a crise, 90% pensam que o país será afetado por ela e 88% dizem que a própria família sofrerá de alguma maneira as conseqüências desse problema. O que mais se espera é o aumento do desemprego, redução nos salários e aumento da inflação. Em outras palavras, o que assusta essa gente é a possibilidade de ter que reduzir o consumo e a não conseguir pagar suas contas e dívidas.

O que faz com que as pessoas acreditem que todas essas coisas ruins acontecerão com elas em breve, apesar de haver poucos sinais concretos da crise em suas vidas? É justamente o barulho que se faz em torno do tema, especialmente na mídia, que alimenta com fervor o pessimismo desse pessoal.

Mesmo sem entender direito o que acontece no mundo, 61% dos brasileiros que habitam a base da pirâmide social cogitam pisar no freio e adiar a realização de sonhos de consumo. Os mais preocupados são os que moram no interior, as mulheres e os mais velhos. Entre as medidas que poderão ser adotadas, caso a situação piore de fato, estão a diminuição dos gastos, a redução do grau de endividamento, a busca por mais um emprego e o adiamento de compras planejadas para o ano que vem, especialmente a aquisição de automóveis, eletrodomésticos e eletrônicos, a reforma da casa e a compra de imóveis.

Do ponto de vista das marcas e do varejo, o que esse consumidor popular pode fazer é procurar lojas mais baratas, cortar produtos supérfluos, diminuir a freqüência de compra e trocar as marcas preferidas por similares mais em conta. Os setores que sofreriam menos, se a crise bater na porta das classes C e D, seriam os relacionados com limpeza, saúde, moradia, alimentação e educação. Os maiores cortes seriam em lazer, vestuário, cartões de crédito e celulares. O grande termômetro do pessimismo do consumidor popular brasileiro será este Natal. Nada menos do que 63% dos entrevistados pensam em mudar a forma de presentear. Se eles farão isso realmente ou não é algo que somente saberemos no início do ano que vem.

Concluindo, a pesquisa da McCann mostra que as classes C e D já sabem o que fazer se a crise invadir suas casas sem pedir licença. Desemprego de algum parente ou amigo próximo, aumento da inflação e incapacidade de pagar contas ou dívidas seriam os principais sinais de que é chegada a hora de agir. Elas estão assustadas e preocupadas, não com o presente, mas principalmente com as incertezas do futuro e a possibilidade de perder boa parte do que conquistaram a duras penas nos últimos anos. (Luiz Alberto Marinho, no BlueBus)

Comunicação e marketing discutiram a crise

12/11/08

Um evento realizado ontem, 11, em São Paulo pelo Lide (Grupo de Líderes Empresariais) e pela ABAP com apoio da ABA, reuniu representantes do mercado de comunicação, da indústria e do comércio para discutir atitudes positivas que devem ser tomadas para enfrentar a crise.

Jorge Gerdau Johannpeter lembrou que em um a crise financeira como a atual “ninguém escapa”. “Não há nada mais global do que as finanças”. Para ele, a receita para se ajustar a essa realidade é maximizar a eficiência e poupar. Apesar de acreditar que o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) vão sofrer menos do que a Europa ou os Estados Unidos, Johannpeter criticou o setor público por não poupar. “Quarenta por cento do PIB (que correspondem ao setor público) não podem fazer de conta que o problema é com os outros 60% (relativos às atividades privadas)”.

Já Ivan Zurita, o presidente da Nestlé, reforçou que neste momento é importante tomar decisões rápidas e frisou que a empresa continuará a investir no Brasil.  Segundo o executivo, a Nestlé está em negociação para adquirir duas novas empresas do setor de alimentos. Pedro Parente, da Grupo RBS, lembrou que 60 dias atrás ninguém diria que viveríamos a situação atual. “Infelizmente, eventos de probabilidade zero acontecem”. O executivo disse ainda que a economia privada, quando age no sentido de reduzir gastos, contribui para agravar eventuais sinais de recessão.

Sob o tema “O Papel da comunicação para vencer a crise e fortalecer o mercado?, Luiza Helena Trajano, presidente do Magazine Luiza,  mostrou que com criatividade pode-se driblar momentos difíceis. Com uma ação intitulada Dia de Ouro, em um domingo de outubro, após a “pior semana do varejo brasileiro”, conseguiu ter filas em frente às suas lojas no interior de São Paulo. Luiza disse que estuda a possibilidade de ampliar a sua verba de publicidade, ressaltou a força do meio rádio e criticou o modelo de remuneração das agências. “Não estou falando em diminuir ou aumentar o quanto as agências ganham, e sim em rever a forma como são remuneradas”.

O último palestrante do encontro foi o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Ele afirmou que, em tese, não estão sendo repetidos hoje erros da crise de 29 e que os Bancos Centrais estão fazendo uma política agressiva de liquidez. “A crise tem componentes diferentes em países diferentes e precisa de remédios diferentes”.

Remuneração por fee já é maioria

11/11/08

A pesquisa realizada no Brasil pelo grupo Consultores revelou que a remuneração por fee já é maioria nos contratos entre os grandes anunciantes e as agências de publicidade. O avanço da modalidade de fees foi verificado em relação ao levantamento de 2006, que contou com as informações de 278 profissionais de marketing. Desde então, o número de clientes que recorreu ao sistema subiu de 45% para 64,6%. Quase metade deles (47%) admitiu que pratica o fee mensal. Apesar disso, o pagamento por comissão de veiculação continua sendo uma prática dos contratos de publicidade, só que em uma variação menor (de 47,6% para 47,2%). O modelo híbrido é utilizado por 16% dos anunciantes que têm acordos mistos com as agências. Em todo mundo há o avanço dos pagamentos de fee e a retração dos pagamentos de comissão.

O levantamento investigou a forma de avaliação da performance do relacionamento entre agências e anunciantes para se chegar aos valores componentes da remuneração variável. Entre os 16,4% dos anunciantes que trabalham com essa modalidade, mais da metade (58,95%) define as quantias a serem pagas às agências a partir de uma avaliação do cumprimento dos objetivos traçados anteriormente pelas duas partes. Já 38,4% relacionam a remuneração variável diretamente aos resultados alcançados pela empresa naquele período, método considerado prejudicial para as agências.

Inscrições para o 4º Prêmio Catarinense de Propaganda encerram amanhã

11/11/08

Até agora, 32 agências já inscreveram 282 peças. Podem concorrer trabalhos veiculados entre 31 de outubro de 2006 e 31 de outubro de 2008. As inscrições devem ser feitas diretamente na sede do Sinapro/SC (Rua Álvaro de Carvalho, 267, s. 502 – Centro – Ed. Mapil – Florianópolis) ou pelo correio. A festa de entrega da premiação será dia 4 de dezembro, no Majestic Palace Hotel. Mais informações telefone (48) 3879.4558.

Fenapro nomeia coordenadores

11/11/08

Com o objetivo de implementar as 21 recomendações aprovadas no IV Congresso Brasileiro de Publicidade, durante o painel “A Realidade dos Mercados Regionais”, a Fenapro – Federação Nacional das Agências de Propaganda deu mais um passo importante. Em reunião da entidade realizada em São Paulo, foram nomeados os coordenadores dos seis grupos de trabalho, que abordarão respectivamente os temas de licitações públicas; carga tributária; formação educacional e incentivo aos jovens estudantes; aprimoramento e incentivo ao mercado e aos profissionais; relação com os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e valorização, contratação, parcerias e acordos operacionais.

Os coordenadores dos grupos são presidentes ou vice-presidentes da Federação e de Sindicatos das Agências de Propaganda de diversos Estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Pernambuco, que terão a missão de supervisionar o desenvolvimento dos trabalhos, aprovar a forma de realização e colocar em prática as ações. “A proposta é que cada grupo, de forma coordenada, avance para consolidar as recomendações aprovadas no IV congresso”, afirma Ricardo Nabhan, presidente da Fenapro. A partir de agora, os grupos irão se reunir regularmente. Os trabalhos de cada um dos grupos será coordenado por Ricardo Nabhan e Sain’t Clair de Vasconcelos, com o apoio da assessoria jurídica da Fenapro.

Além dos representantes dos Sinapros e da Fenapro, foram convidados para integrar os grupos representantes da ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), do IVC (Instituto Verificador de Circulação), Ibope, CIEE (Centro de integração Empresa Escola) e ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).

Cada grupo definiu temas específicos de trabalho. Estas são algumas das propostas que serão trabalhadas por cada grupo:

Licitações públicas - Juliano Torres Sales, presidente do Sinapro-MG - apoio formal ao Projeto de Lei 3.305, de autoria do deputado José Eduardo Cardoso, que trata sobre licitações públicas. Irá recomendar que o PL inclua a modalidade de consórcio da agências nas licitações públicas;

Carga tributária - Glaúcio Binder, presidente do Sinapro-RJ e VP da Fenapro para a Região Sudeste - esforços para reduzir a carga tributária;

Formação educacional - Eduardo Crivelente, VP da Fenapro para a Região Centro-Oeste - recomendação para que universidades e faculdades decComunicação incluam na grade curricular estudo sobre a legislação da atividade publicitária e realização de convênios visando incentivar o estágio dos alunos em empresas prestadoras de serviços;

Aprimoramento e incentivo ao mercado e profissionais
- Kal Gelbecke, presidente do Sinapro-PR - estimular investimento do trade regional na maior profissionalização e aprimoramento dos serviços, com investimentos em treinamento, pesquisas, auditagem e checking de mídias nos mercados regionais;

Relação com os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário - Fernando Bretas - presidente do Sinapro-DF - Contribuir para dirimir litígios decorrentes do relacionamento comercial entre anunciantes, ag~encias, produtores e profssionais de comunicação e outros por meio da Câmara Nacional de Arbitragem na Comunicação;

Valorização, contratação, parcerias e acordos operacionais - Alexandre Oliveira - VP da Fenapro para a Região Nordeste - Estimular, por parte dos anunciantes, a contratação de fornecedores de serviços de comunicação e agências de propaganda regionais e incentivar a aplicação do guia das boas práticas de contratação elaborado pela ABA e Fenapro.