O criativo precisa ser um grande apresentador?

2/07/09

Mark Wnek, CCO da Lowe, New York, acha que não. Em entrevista no AdAge ele se confessa um apresentador medíocre e diz: “Quando penso nos diretores de criação que mais admiro, percebo que eles são apresentadores medianos. O talento deles se destaca pela produção de trabalhos brilhantes e eficazes para seus clientes.” Wnek enfatiza que a mais importante qualidade de um criativo é a sua paixão por excelentes trabalhos. “Além de tudo, afirma, os criativos não são políticos nem atores. Apresentações prospectivas não precisam ser “vaudeville”. Estou inclinado a concordar com ele. Fiz (e ainda faço) centenas de apresentações para todos os tipos e tamanhos de clientes e, na maioria das vezes, a qualidade da idéia e da execução falaram melhor do que eu. Entretanto, particularmente em anunciantes menos profissionalizados, o lado show-man pode sim fazer diferença. Lembro de alguns notáveis apresentadores de ideias: Lula Vieira, Nizan, Washington, Enio Mainardi,  Alex Periscinoto e muitos outros que dominam a técnica e a arte de empolgar anunciantes e marketeiros sisudos e/ou céticos. Por isso recomendo treinamento e ensaio das apresentações, especialmente aquelas de “vida ou morte”.

Lições de Cannes (V)

1/07/09

“Os resultados revelam uma aproximação cada vez maior entre as plataformas, mídias e formatos publicitários, com a crescente necessidade de se produzir comunicação ao mesmo tempo interessante e relevante para o público alvo, original e pertinente para a marca, forte o suficiente para escapar da mesmice que massacra a atividade em todos os cantos do planeta.” (Rafael Sampaio)

Lições de Cannes (IV)

29/06/09

A publicidade como simples “exposição de mensagem”, seja lá qual for o meio, vai perdendo sua eficácia a uma velocidade assustadora segundo a maioria dos anunciantes e agências presentes em Cannes. Ela tem que passar a gerar fatos e economizar tempo para os consumidores.

Lições de Cannes (III)

27/06/09

As agências e veículos estão diante de uma oportunidade única se entenderem o “mercado de mensagens”, e não apenas de publicidade no sentido tradicional. Nosso negócio é contar histórias e colocar nelas mensagens que, independente do meio, sejam coerentes com os valores das marcas que utilizam nossos serviços. O grande desafio, do ponto de vista do modelo de negócios, é sair de um modelo que oscila entre generalista ou especialista, para um que seja catalizador do talento coletivo de pessoas interessadas nas marcas, através de diferentes mídias.

Lições de Cannes (II)

27/06/09

Um consumidor descontente com nossa marca pode gerar através de seu blog ou do twitter mais GRPs do que podemos comprar em um ano. E essa é a mudança estrutural no negócio da comunicação. Depois da escrita, da prensa e da comunicação de massa, chegamos a era da “conexão coletiva”. E como aconteceu com as revoluções midiáticas anteriores, ainda estamos muito deslumbrados com a tecnologia. Há 500 ou 600 anos, as pessoas deviam chacoalhar um livro impresso na cara dos seus amigos e vizinhos da mesma maneira como faziamos com nossos iPhones há dois anos. Mas no final o que vai prevalecer é a qualidade das mensagens que circulam nesses lugares. Porque a internet não é um meio, mas um lugar onde as pessoas vão fazer muitas coisas, inclusive consumir televisão, notícias, etc. E a oportunidade que ela oferece é permitir às marcas, agências e veiculos descobrir o que as pessoas fazem de fato neste lugar, e não o que elas dizem que fazem, ao contrário do que nos contam quando fazemos pesquisa do jeito tradicional.

Cannes acabou e eu não vi você por lá

27/06/09
Você deveria ter ido, eu também. Mas ficamos por aqui nas nossas paróquias rezando as nossas pequenas missas e pregando nossos pequenos evangelhos. Certo, isso não é vergonha para ninguém. Mas ir a Cannes deveria ser uma obrigação anual, nem tanto pelos prêmios, as celebridades, as badalações. Mas principalmente pelo que se pode aprender. Principalmente para estar em dia com o futuro.
O que nos impediu de ir? O preço da viagem e da inscrição? Nosso limitado (ou inexistente) inglês? Ou, quem sabe, o medo da gripe suína? Isso não desculpa. Você deveria estar lá e eu também. Para entender o que mudou e o que ainda não morreu. Para saber como sobreviver.
Estar em Cannes neste ano de crise era fundamental. Porque lá eles falaram e mostraram que as tais oportunidades nas crises existem mesmo. Estar em Cannes desta vez era importante. Para participar da grande aula do caso Obama, para aplaudir de pé o Spike Lee. Para ver, ouvir e tocar porque o “beyond the line” agora é tudo. Para testemunhar a morte e a ressurreição da publicidade com um novo nome ainda não definido. E, especialmente, para abraçar a turma da DM9. Eles recuperaram o orgulho publicitário brasileiro. No ano que vem a gente vai, certo?

Lições de Cannes (I)

27/06/09

Mary Beth West (da Kraft) disse em um debate em Cannes que “agências e clientes não têm relações, são as pessoas que trabalham de cada lado que têm.” E que ela gostaria de voltar 20 anos no tempo, para uma época em que isso realmente acontecia. Segundo ela, as conversas que teve em Cannes nos últimos três dias com pessoas de suas agências valeram mais do que a relação nos últimos seis meses.

BRIC lidera a recuperação

25/06/09

O Grupo M, da WPP, acredita que o mercado de publicidade iniciará uma “modesta recuperação”em 2010. No relatório de previsões divulgado nesta quarta-feira, 24, baseado em dados de setenta países, a companhia estima que os investimentos globais em publicidade cairão 1,4% no ano que vem, totalizando aproximadamente US$ 410 bilhões. Apesar de negativos, os números mostram uma diminuição considerável no ritmo de queda dos montantes das verbas publicitárias, que devem despencar até 5,5% este ano. Segundo o GrupoM, a recuperação será liderada pelas economias do BRIC - bloco formado pelo Brasil, Rússia, Índia e China. Regionalmente, a América Latina e a Ásia devem ser as áreas mais bem-sucedidas no ano que vem, com índices de crescimento de 10,7% e 3,2%, respectivamente. Já a América do Norte continuará apresentando números catastróficos: depois de contração de 4,2% prevista para 2009, o mercado de publicidade local deve cair mais 6,1% em 2010.

Medidas anticrise dos grandes anunciantes

22/06/09

A Procter & Gamble, Coca-Cola, McDonald’s e Nokia tomaram medidas para reduzir custos e melhorar suas estratégias para fazer um marketing mais eficaz. Apesar do mau momento por que atravessam todos os mercados do mundo, a P&G acredita que ainda há possibilidades de crescimento em certos mercados. A P&G é um dos muitos anunciantes que reestruturaram o grupo de agências com que trabalham. Agora adotou um modelo baseado em uma agência que lidera as demais o que está possibilitando integrar melhor sua comunicação e se assegurar do seguimento de toda a campanha, desde a criação até a execução.

Outro anunciante que neste ano surpreendeu com a redução do número de agências foi a Coca-Cola, que a partir de agora fará mais campanhas globais. Mas, como a marca está presente em mais de 200 países, existem muitas agências locais que fazem grande parte do trabalho, independentemente de que seja uma promoção ou campanha. Essa nova estratégia tem como consequencia direta uma redução de custos. A “economia” é revertida em ações de marketing.

A Nokia também mudou de agência de mídia. A concorrência foi vencida pela Carat. O anunciante assegura que a única intenção dessa mudança foi continuar na liderança da inovação em dispositivos móveis. A Nokia quer continuar tendo grandes ideias e uma total eficácia na comunicação.

Cerca de 7% da verba do McDonald’s estão destinados à mídia online, mas também foram aumentados os investimentos em mídia exterior. Eles consideram que, embora a mídia exterior seja “tradicional”, ainda há muitas formas de inovar com ela. Reinventar o que já existe é exatamente uma das lições aprendidas na crise. Apesar dela, as pessoas continuam tendo pouco tempo para comer e o McDonald’s quer continuar oferecendo a comida que as pessoas gostam, elevando seu valor através da inserção de componentes emocionais na comunicação. (AdAge)

ForCom manifesta apreensão com mesas de compras

17/06/09

As entidades envolvidas no I ForCom - Fórum da Indústria da Comunicação, realizado no dia 27 de maio, em São Paulo, finalizaram a carta que resume os propósitos e principais conclusões do encontro. Adiado pela quantidade de sugestões recebidas, o documento oficial ficou pronto na semana passada e deve se tornar público nos próximos dias. O texto inclui tópicos que já haviam sido divulgados, como a estimativa de faturamento da indústria da comunicação em 2008, e reforça outras preocupações comuns a todos os envolvidos, como a defesa da liberdade de expressão comercial e da auto-regulamentação - sem citações ao Conar e ao Cenp. Um dos pontos mais polêmicos da reunião do mês passado, referente à atuação das mesas de compras dos anunciantes, também é abordado de forma genérica. Apelando para a necessidade de “equilíbrio de toda a cadeia”, e sem citar nominalmente as mesas de compras, a carta manifesta “apreensão com a sustentabilidade financeira de setores relevantes da indústria, ameaçados por formatos de cotação sem afinidade com os serviços prestados e pela sua conseqüente compra por valores anti-econômicos”. Leia mais…

AGU quer fim de nova regra de publicidade de remédios

17/06/09

A Advocacia-Geral da União recomendou a revogação da nova resolução da Anvisa sobre publicidade de medicamentos e o envio de projeto de lei sobre o tema ao Congresso Nacional. A manifestação, na prática, deverá derrubar a medida, via ato da Anvisa ou ordem do Judiciário. A norma começou a vigorar ontem, após quase quatro anos de discussões, e vetou, por exemplo, a participação de celebridades nos anúncios.

Além disso, a resolução agora questionada instituiu novas mensagens de advertência sobre remédios vendidos sem prescrição, que não poderão mais ter amostras grátis distribuídas aos médicos, e vetou a distribuição de brindes com marcas de remédios aos profissionais. Ontem, após ser surpreendida pelo parecer, a diretoria colegiada da agência se reuniu e decidiu que vai procurar o advogado-geral da União, José Antonio Toffoli, para esclarecimentos. O parecer foi provocado por questionamento do Conar.

A agência informou ainda que só decidirá sobre a recomendação de revogação da resolução após o encontro. Em nota, Conar informou que aguarda medidas e providências que assegurem o exercício da liberdade de expressão comercial em nosso País. A Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição já pretendia que a Anvisa revisse pontos da norma, entre eles o veto às amostras grátis de produtos de venda livre. Segundo ele, a medida levará ao corte de um mês de produção e averá desemprego. (Agência Estado)

TCU sinaliza parecer favorável à publicidade

16/06/09

Em sessão ordinária do Tribunal de Contas da União (TCU), realizada na quarta-feira, 10, em Brasília, o ministro Marcos Vilaça tornou público seu parecer de reexame do polêmico acórdão 2.062/2006, solicitado pelo governo federal, que discorda de alguns termos do teor original da decisão. Ele recomendou a revogação de alguns itens do texto original e a alteração de outros (veja abaixo). Sua decisão atende aos principais anseios do mercado publicitário. Leia mais…

Conselho de Ética emite parecer

15/06/09

O Conselho de Ética do Sinapro/SC emitiu parecer definitivo relativo a questão envolvendo duas associadas relativamente a direitos autorais.

Comunicação de remédios ganha novas regras

13/06/09

A partir da terça-feira, 16, entra em vigor a primeira parte da RDC 96/08 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) - a segunda passa a valer em dezembro. “É uma revisão da resolução 102, de 2000. Ela cumpre o objetivo de estar em consonância com a política nacional de medicamentos e com a proteção da saúde da população”, diz Maria José Delgado, gerente-geral de propaganda do órgão. Entre representantes do setor farmacêutico e agências de publicidade, no entanto, a eficácia de algumas normas é questionada; ao mesmo tempo em que se tem a impressão de que o que já era difícil de ser anunciado ficou ainda mais complicado. Leia mais…

Sinapro-Bahia impugna licitação na prefeitura de Itororó

12/06/09

O Sinapro-Bahia solicitou a impugnação do edital de licitação da Prefeitura Municipal de Itororó (BA), para a contratação de serviços publicitários através de pregão presencial. Através de um ofício ao presidente da comissão de licitação, o Sinapro-Bahia esclareceu que, de acordo com a Lei 8.666/93, a prestação de serviços publicitários é considerada como de natureza intelectual e só pode ser licitada em duas das modalidades previstas no artigo 22, concorrência ou tomada de preços. O Sinapro-Bahia pediu o cancelamento do edital e a abertura de um novo pleito, com a publicação de um edital condizente com as exigências das normas legais.

Sobre o assunto, baixe aqui Nota Técnica da Secom (PDF).